Maior do século: risco de super El Niño cresce e liga alerta no Brasil

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El Niño 2026/2027 pode provocar enchentes, calor extremo e secas, com impactos diferentes por região

O Brasil encara um dos El Niño mais fortes já registrados, com 81% de probabilidade de alcançar a categoria “muito forte” entre outubro e dezembro. O potencial o coloca entre os episódios mais intensos desde 1950, segundo o CPC/NOAA. A expansão da energia na atmosfera e a umidade associada elevam o risco de eventos climáticos extremos.

Meteorologistas destacam um acoplamento firme entre a atmosfera e o Pacífico, sugerindo que o El Niño possa permanecer ativo até o início de 2027. Assim, os impactos tendem a se estender por mais meses, exigindo preparação em todo o país.

A situação já começa a aparecer em diferentes regiões: o Centro-Sul pode ter excesso de chuva, enquanto o Norte e o Nordeste devem enfrentar calor intenso e chuvas abaixo da média. A primavera pode trazer tempestades mais severas, granizo e riscos de fenômenos raros, como microexplosões atmosféricas, especialmente no Sul e nos estados do Sudeste.

“Pode ser um El Niño histórico, em um nível de intensidade nunca registrado. Mais temperatura significa mais energia na atmosfera, o que aumenta tanto o risco de secas e ondas de calor recordes quanto de chuvas intensas, enchentes, alagamentos e tempestades severas. Nunca trabalhamos com um El Niño da intensidade que os modelos estão indicando”, afirma a meteorologista Estael Sias.


O que é o El Niño?

  • É um fenômeno climático causado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial.
  • Esse aquecimento altera a circulação da atmosfera e muda padrões de chuva e temperatura ao redor do mundo.
  • No Brasil, costuma haver mais chuva no Sul e menos precipitação no Norte e Nordeste.
Impactos do El Niño nas regiões do Brasil
Impactos do El Niño nas regiões do Brasil

Sul: a previsão aponta chuva acima da média, com maior risco de enchentes, deslizamentos e alagamentos. A primavera deve trazer tempestades severas, vendavais e granizo, com a possibilidade de eventos raros em áreas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

O primeiro boletim oficial, realizado por Inpe, Inmet, Cemaden, ANA e Defesa Civil, reforça que a umidade do solo elevada pode aumentar a vulnerabilidade a enchentes em primavera, lembrando das enchentes históricas de 2024 no Rio Grande do Sul. A previsão sugere novas ondas de chuva forte em 2027, sobretudo no fim do inverno e na primavera do próximo ciclo.

Norte e Nordeste deverão enfrentar calor intenso e chuvas abaixo do normal a partir de agosto, com ondas de calor persistentes entre outubro e dezembro. Áreas com menos chuva estão mais suscetíveis a queimadas, escassez de água e queda na produtividade agrícola.

Agricultura e defesa civil

O Painel El Niño 2026-2027 aponta ganhos para o Centro-Oeste (milho, algodão e cana) e para o Sul (culturas de inverno), mas riscos hídricos e maior irrigação requerida no Norte e Nordeste. A Defesa Civil recomenda reforçar planos de contingência, monitoramento e alertas, com foco nas comunidades mais vulneráveis.

A orientação é acompanhar os avisos oficiais e manter cadastros para recebimento de alertas, a fim de reduzir impactos e ampliar a resiliência local.

E você, como se prepara para esses avanços do El Niño? Compartilhe suas preocupações e estratégias nos comentários — sua experiência pode ajudar outras pessoas a se adaptarem.

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