O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, vai se reunir com representantes de institutos de pesquisa de intenção de voto para discutir as metodologias usadas em levantamentos eleitorais, em meio a debates provocados pela suspensão da AtlasIntel e por dúvidas sobre indução de votos.

A suspensão da AtlasIntel reacende a discussão sobre os critérios das pesquisas. O instituto divulgou um áudio de uma investigação que mostra o contato entre o então pré-candidato Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao financiamento do filme Dark Horse, que contará a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em seguida, a pesquisa questionou a intenção de voto logo após narrar um fato do momento.
O caso foi a plenário, com a ministra Estela Aranha pedindo vista para mais tempo de análise. O ministro Dias Toffoli adiantou o voto, acompanhando Nunes Marques, e levantou a necessidade de definir critérios objetivos para a avaliação da metodologia das pesquisas.
Na prática, a legislação eleitoral já criminaliza pesquisas fraudulentas e define o que é preciso constar para uma pesquisa ser válida, além de apontar o ônus de quem contesta. No entanto, não há balizas claras sobre o que pode ser questionado aos eleitores.
Segundo apurou a Coluna, o objetivo é abrir um canal de diálogo com os institutos para discutir o modelo atual e ouvir sugestões, buscando maior transparência. Entre as pautas, está o debate entre pesquisas de intenção de voto espontânea e estimulada, para esclarecer o que foi perguntado e como se chegou aos percentuais.
Com o caso AtlasIntel em pauta, cresce a discussão sobre a divulgação de pesquisas que apresentem uma indução, desde que a metodologia seja anunciada com clareza ao leitor.
“O que vamos decidir aqui é o futuro: se na pesquisa pode tudo ou não pode nada. Se só pode ter perguntas objetivas e sem induzimento. E qual seria esse limite do que é induzimento ou não. Já adianto que ele não pode ser subjetivo”, disse o ministro Dias Toffoli.
O ministro André Mendonça completou: “Nem tendencioso”. Toffoli acrescentou: “O que decidirmos aqui vai valer para Chico e para Francisco. Temos que ter clareza nisso”.
Especialistas destacam que a decisão pode estabelecer parâmetros que definam o que é aceitável perguntar e como apresentar os resultados de forma não enganosa, fortalecendo a confiabilidade do processo eleitoral.
E você, concorda com a necessidade de maior transparência e de critérios mais objetivos nas pesquisas de intenção de voto? Compartilhe sua opinião nos comentários: como você acha que as metodologias poderiam mudar para tornar as sondagens mais confiáveis?
