Fifa transforma coletiva da final em atração paga e volta a gerar críticas dos torcedores

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A poucos dias da final da Copa do Mundo de 2026, a FIFA volta a enfrentar críticas por novas ações comerciais associadas ao torneio, incluindo a possibilidade de o público acompanhar, mediante pagamento, a entrevista coletiva entre Argentina e Espanha. A medida reacende o debate sobre o equilíbrio entre acesso dos torcedores e monetização do evento.

A entrevista está marcada para sexta-feira (17), em Nova York, dentro do Fanatics Fest no Javits Center. Além dos representantes das duas seleções, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, deverá estar presente. A final, no entanto, está prevista para domingo (19), no MetLife Stadium, em Nova Jersey. O ingresso para o festival custa US$ 80, cerca de R$ 406.

O Fanatics Fest promete mais do que a entrevista. Ex-jogadores, atletas de outras modalidades e celebridades devem marcar presença, com experiências pagas para os fãs. Por exemplo, uma foto com Rio Ferdinand sai por US$ 168,95 e uma participação com Alex Rodriguez chega a US$ 321. Segundo a imprensa britânica, David Beckham também participa de um dos painéis promovidos pelo evento, aumentando o leque de atrações.

A estratégia de monetização não se restringe ao palco da coletiva. A própria cobertura da Copa tem provocado críticas, especialmente pelo modo como foram exploradas pausas para hidratação como janelas comerciais. Ainda assim, relatos apontam que a Fox Sports recuperou mais da metade dos US$ 485 milhões investidos nos direitos de transmissão apenas com a publicidade associada a esses espaços. Além disso, o valor médio das entradas para Argentina x Espanha chegou a US$ 11 mil, tornando a final um dos eventos esportivos mais caros já realizados nos EUA. A FIFA também pretende vender peças do gramado utilizado na decisão, cada unidade a US$ 450; se tudo for vendido, a arrecadação pode chegar a quase US$ 11 milhões.

Esses números ilustram uma linha de monetização que divide fãs e especialistas, enquanto a organização busca recursos para manter o torneio. E você, o que acha dessas estratégias de acesso pago a momentos-chave da Copa? Compartilhe sua opinião nos comentários. Meta descrição: análise das novas ações comerciais da FIFA na Copa do Mundo de 2026, incluindo entrevistas pagas, experiências de celebridades e impactos financeiros.

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