Nesta quinta-feira (16), a SpaceX tentou o 13º voo do Starship, mas a decolagem foi abortada por falhas em parte dos motores. Alguns propulsores não acenderam, provocando a interrupção automática do lançamento. A equipe já iniciou o descarregamento de propelente e trabalha para uma nova tentativa nos próximos dias.
Some of the engines didn’t start, triggering an automatic launch abort. Now offloading propellant. Next launch attempt hopefully in a few days.
Os únicos detalhes oficiais apontam que a janela de tentativa seguinte está marcada para esta sexta-feira (17), às 19h45 (horário de Brasília), conforme atualização no site da SpaceX. A primeira transmissão ao vivo mostrou a tentativa com várias câmeras e informações em tempo real, ainda que o resultado tenha sido negativo nesta ocasião.
Objetivos do 13º voo do Starship — o novo teste repete fases já vistas em missões anteriores, incluindo o lançamento, a subida, a separação entre os estágios e a queima de retorno do booster, com um pouso offshore no Golfo do México. A missão também traz uma novidade: a tentativa de liberar 20 satélites Starlink V3, marcando a estreia de uma geração mais avançada da rede de internet via satélite.
Para alcançar esses objetivos, o Super Heavy receberá ajustes de hardware e software para tornar mais confiável o timing de partida dos motores, a rotação de orientação durante a separação e as fases de abortos. Durante o voo anterior, a equipe identificou pequenas variações no acionamento que deixaram a manobra de giro desalinhada em cerca de 90 graus, levando ao cancelamento da sequência.
A SpaceX também detalhou que, na nova configuração, os motores devem acionar com maior robustez o reacendimento e que os sistemas de alarme e abortos foram revistos para refletir as condições de voo com múltiplos motores operando simultaneamente. O objetivo é elevar a confiabilidade geral do conjunto Starship/Super Heavy em operações futuras.
Entre as novidades da missão, o estágio superior terá como meta liberar 20 satélites Starlink V3 em uma órbita suborbital. Após a liberação, os satélites abrirão seus painéis solares e antenas e buscarão estabelecer conexão com a constelação Starlink, através de lasers de alta capacidade. Ao final, os satélites devem desaparecer da trajetória com a reentrada na atmosfera cerca de 20 minutos após a liberação.
Além da estreia dos satélites, seis deles irão equipar câmeras para inspecionar o escudo térmico da Starship durante o voo, transmitindo imagens para a equipe em solo. Parte dos testes envolve pintar placas de revestimento térmico de branco para simular peças ausentes, servindo como alvos para as câmeras. A experimentação também prevê novas placas e mecanismos de fixação para avaliar diferentes métodos de montagem no escudo que cobre a “saia” traseira da nave, bem como sensores de carga para medir os esforços no revestimento durante a subida.
Estas iniciativas fazem parte de um conjunto de melhorias para tornar a Starship totalmente reutilizável, com preparação mais rápida para voos subsequentes. A equipe também acompanhará os resultados para orientar futuras versões do motor Raptor e a configuração de sistemas de proteção térmica, buscando maior confiabilidade em condições de alto esforço dinâmico.
O Olhar Digital continuará acompanhando o desenrolar das tentativas e novas informações da SpaceX. E você, o que espera desse retorno do Starship? Deixe seu comentário com suas expectativas, dúvidas ou opiniões sobre o desenvolvimento da nave e da rede Starlink.
