A Justiça de São Paulo negou, nesta sexta-feira, o pedido liminar da defesa de Marcelly Marlene Delfino Peretto, acusada de participação na morte do empresário Igor Peretto. A decisão não é definitiva e o habeas corpus ainda será julgado pelo TJSP, que precisa decidir se concede ou não a medida antes do mérito.
O despacho manteve o andamento do caso sem conceder urgência, enquanto o tribunal analisa o habeas corpus. A defesa sustenta que a matéria deve ser apreciada pelo TJSP de forma ampla, e a Promotoria aponta que o crime envolve três qualificadoras: motivo torpe, meio cruel e emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima.
Rede de traições – A investigação revela uma complexa teia de relacionamentos entre os envolvidos. Igor Peretto era casado com Rafaela Costa da Silva; Marcelly Delfino Peretto era casada com Mário Vitorino da Silva Neto, cunhado de Igor e seu melhor amigo. Rafaela já manteve relações com Marcelly, e a Promotoria afirma que ela estaria envolvida em atrair Igor ao apartamento, embora não estivesse presente no momento do homicídio. A defesa, porém, contesta a existência de premeditação ou de um triângulo amoroso como motivação, sustentando que não houve acerto para o crime.
Entre os envolvidos, Marcelly tem 22 anos, e Mário Vitorino, 25. Ambos são acusados de homicídio com três qualificadoras: motivo torpe, meio cruel e emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima. Rafaela Costa da Silva, viúva de Igor, foi denunciada pelo Ministério Público, chegou a ser presa e, posteriormente, solta e desclassificada da denúncia pela Justiça. A investigação pontua que o caso envolve uma teia de traições, mas aponta que Igor era o único do grupo que não tinha conhecimento dos relacionamentos extraconjugais, conforme apontado pela apuração.
A cronologia do crime, conforme apurado pela Polícia Civil, mostra Marcelly e Rafaela chegando ao Residencial Vogue às 4h32 de 31 de agosto de 2024. Rafaela deixou o local às 5h40; 13 segundos depois, Igor e Mario chegaram ao prédio. Às 5h44, eles desceram pelo elevador em direção ao apartamento de Marcelly, onde Igor foi morto. Por volta das 6h04, Mario e Marcelly deixaram o edifício pelos fundos, rumando ao subsolo, onde estava o carro de Mario. Cerca de uma hora depois, o trio seguiu para Campos do Jordão; Marcelly retornou à Praia Grande, enquanto Rafaela e Mario foram a um motel em Pindamonhangaba para trocar as roupas manchadas de sangue. A polícia aponta que houve discussão entre os envolvidos, mas sustenta que não houve premeditação.
Há ainda registros de vídeos que mostram os momentos finais de Igor, reforçando a linha de apuração. A reportagem do Metrópoles detalha as circunstâncias do crime e a rede de relações entre os protagonistas.



Para a acusação, Igor foi morto por ter atrapalhado o esquema amoroso, hipótese negada pela defesa. A polícia sustenta que não houve premeditação nem triângulo amoroso entre os suspeitos, enfatizando a participação de Rafaela, Marcelly e Mario em uma sequência de ações que deixou a vítima sem chance de defesa.
Conclusão – O habeas corpus de Marcelly ainda será analisado pelo TJSP, que precisa avaliar o mérito. Enquanto isso, o caso permanece sob interrogatórios, com a Justiça buscando esclarecer toda a rede de relações e as motivações por trás do homicídio.
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