Zema diz que Michelle Bolsonaro é sua opção para vice, mas ela nega

Escrito por: Diógenes Cunha

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Romeu Zema, ex-governador de Minas e pré-candidato à Presidência, sinalizou, durante o 10º Encontro Nacional do Novo em São Paulo, que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro é uma das opções para compor a chapa como vice em 2026. A declaração ganhou rapidamente contornos de possibilidade, mesmo diante de um cenário ainda sem confirmação formal. Poucas horas depois, Michelle usou as redes sociais para negar qualquer chance de participação na chapa, deixando claro que continua filiada ao PL e que não há decisão tomada sobre disputar o Senado.

Montagem com fotos de Romeu Zema e Michelle Bolsonaro - Metrópoles

Durante o evento, Zema comentou que a parceria com Michelle seria uma possibilidade entre outras, ressaltando que “nome ficha limpa é sempre um nome muito bom”. A fala abriu espaço para especulações sobre uma eventual combinação diante do cenário eleitoral de 2026, ainda sem definição de alianças.

Horas depois, Michelle Bolsonaro divulgou um posicionamento firme pelo Instagram: ela ainda não decidiu se disputará o Senado e permanece filiada ao PL. “Primeiro, eu não defini se serei candidata nem ao Senado. Portanto essa proposta não pode sequer ser cogitada. Segundo, estou filiada ao PL. Um mesmo partido não pode ter duas cabeças de chapa concorrendo em coligações distintas para os mesmos cargos… portanto, não há nenhuma possibilidade de isso acontecer”, escreveu a ex-primeira-dama.

A troca de mensagens acontece em meio a tensões anteriores envolvendo a família Bolsonaro e a trajetória política de Michelle, que já teve desentendimentos públicos com o enteado Flávio Bolsonaro e deixou a ala conhecida como PL Mulher. Segundo a coluna Grande Angular, do Metrópoles, aliados próximos já indicavam que Michelle poderia mirar o Senado pelo Distrito Federal, após sinalizações nesse sentido.

O episódio mostra a volatilidade do cenário para as eleições de 2026 e como nomes ligados ao núcleo bolsonarista ainda geram expectativa sobre alianças e candidaturas. Enquanto Zema alimenta especulações com potências de nomeação, Michelle mantém o foco em sua filiação partidária e em manter opções em aberto. E você, o que acha dessa leitura para o futuro político da oposição ao longa da atual conjuntura?

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