Hiperideal do Itaigara é alvo do MP-BA por supostamente vender comida estragada e armazenar alimentos em meio à sujeira

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Uma das redes de supermercados mais tradicionais da capital baiana está sob investigação do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA). A 5ª Promotoria de Justiça do Consumidor instaurou um Inquérito Civil contra o HiperIdeal, unidade situada na Rua Anísio Teixeira, no bairro Itaigara, após denúncias de consumidores e laudos da Vigilância Sanitária Municipal (VISA) apontarem irregularidades na conservação de alimentos prontos, na temperatura das câmaras frigoríficas e na higiene das docas.

A apuração teve início após a denúncia de uma cliente que flagrou irregularidades graves no armazenamento de alimentos congelados, com peitos de frango descongelados apresentando sinais visíveis de cristalização, indicativo de descongelamento e recongelamento inadequados, o que coloca em risco a saúde dos consumidores.

A confirmação dos riscos veio com uma inspeção surpresa da Vigilância Sanitária no dia 17 de junho. Entre os principais problemas apontados, destacam-se: risco microbiológico no Bufê por falhas na temperatura de conservação de alimentos prontos; depósitos insalubres com superlotação, sujeira e ausência de monitoramento diário de temperatura; e sujeira nas docas com acúmulo de lixo, água no piso e odor fétido. A comercialização das refeições foi suspensa até a devida adequação dos equipamentos.

Imediatamente após a fiscalização, setores como açougue, sala de manipulação de hortifrutis, área de preparo de frango assado e sala de desossa de carnes foram interditados. A sala de desossa funcionava, inclusive, sem a devida autorização da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB).

Essa não é a primeira vez que a unidade do Itaigara chama a atenção do MP-BA. A portaria destaca que o estabelecimento já havia sido autuado pela VISA em janeiro deste ano e o grupo HiperIdeal já figura como réu em uma Ação Civil Pública que investiga irregularidades semelhantes em outras unidades.

Para o MP-BA, o cenário demonstra um histórico de descumprimento de normas sanitárias e de segurança. Com a abertura do Inquérito Civil, a Promotoria do Consumidor deverá adotar as medidas cabíveis para exigir a adequação das instalações, a proteção à saúde dos consumidores e a eventual reparação por danos coletivos.

Acompanhe o desenrolar do caso e participe da discussão nos comentários, compartilhando informações ou experiências relacionadas a situações de irregularidades sanitárias em estabelecimentos de alimentação.

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