Andrea Pirlo foi retirado da disputa pelo comando da seleção italiana após a repercussão de um patrocínio ligado a uma casa de apostas russa. A decisão ocorreu nos últimos dias, no contexto de intensos debates sobre o tema que envolviam a Federação Italiana de Futebol. Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, parceiro do PrimeiroJornal, a imprensa europeia já apontava a contratação como praticamente certa antes da contestação provocada pela parceria.
Em nota publicada nas redes sociais, Pirlo detalhou a posição sobre o acordo com a casa de apostas, dizendo que ele é “exclusivamente comercial e esportivo” e que “não tem caráter político”. O técnico afirmou que acompanhou com tristeza o debate em torno de seu nome nos últimos dias e, por respeito às instituições, à Federação e a todas as pessoas envolvidas, optou por manter o silêncio até agora, mas decidiu esclarecer pontos quando necessário.
Entre os pontos, Pirlo justificou que a colaboração surgiu durante sua trajetória nos Emirados Árabes Unidos e possui caráter exclusivamente comercial e esportivo. Em suas palavras, “A colaboração profissional que tem sido alvo das recentes polêmicas surgiu durante minha trajetória nos Emirados Árabes Unidos e possui caráter exclusivamente comercial e esportivo. Atribuir a essa colaboração um significado político é atribuir a mim convicções que jamais expressei e que não fazem parte de quem sou”, disse.
O ex-jogador agradeceu a Maldini e Leonardo pela confiança e reforçou o respeito que tem pela dupla. Em outro trecho da mensagem, Pirlo enfatizou a continuidade da sua dedicação ao futebol italiano, Apesar de não confirmar um cargo na Itália, destacou a importância de manter a ética profissional.
No contexto, a Itália mantém uma postura de oposição ao governo de Vladimir Putin, principalmente em razão da guerra na Ucrânia. No cenário de clubes, Pirlo treina o United FC, dos Emirados Árabes Unidos, clube que pertence ao empresário russo Sergey Lomakin, que também aparece ligado à casa de apostas mencionada, o que alimentou o debate sobre o conflito de interesses.
Com a repercussão, a Itália evita aprofundar as negociações com Pirlo no momento, enquanto o foco se volta ao equilíbrio entre contratos comerciais e o planejamento esportivo da seleção. A situação ilustra a complexa relação entre patrocínios, política internacional e escolhas técnicas no futebol de alto nível.
