Resumo
- Dois eclipses observáveis a olho nu em agosto: lunar na madrugada e solar total com visibilidade restrita.
- Eclipse lunar: início às 23h30 de 27/08, auge por volta de 1h de 28/08; até 95% da Lua pode ficar avermelhada.
- Eclipse solar total: ocorrendo em 12/08; visibilidade na faixa de totalidade, incluindo partes da Europa, Rússia, Islândia e Groenlândia.
- Observatório Nacional transmitirá ambos os fenômenos pelo YouTube; orientações de observação incluídas.
Em agosto, dois eclipses astronômicos poderão ser observados a olho nu. Um eclipse lunar na madrugada de 28 de agosto e um eclipse solar total em 12 de agosto estão entre os fenômenos que atraem entusiastas em várias regiões do mundo.
O eclipse lunar terá início às 23h30 do dia 27 de agosto, com auge previsto por volta de 1h do dia 28, e pode deixar até 95% da superfície da Lua avermelhada, dependendo das condições atmosféricas.
Josina Nascimento, astrônoma do Observatório Nacional, explica que a órbita da Lua em torno da Terra é inclinada em cerca de 5 graus, o que favorece o alinhamento necessário para o eclipse quando Sol, Terra e Lua se posicionam na linha entre eles.
“Na Lua cheia você tem, nessa ordem, o Sol, a Terra e a Lua. E aí, o Sol batendo na Terra forma essa sombra no espaço, e quando a Lua entra nessa sombra, é que acontece o eclipse”, explicou.
O eclipse solar total, por sua vez, ocorrerá em 12 de agosto e será visível apenas ao longo da faixa de totalidade, com cerca de 300 quilômetros de largura. Países como Espanha, Portugal, Rússia, Islândia e Groenlândia poderão presenciar o fenômeno na sua totalidade, enquanto outras regiões verão apenas parte dele.
“Já aqui você tem Sol, Lua e Terra, e a sombra da Lua vai fazer um caminho pela Terra. Só quem está nesse caminho é que vai ver o eclipse do Sol. Esse caminho é um caminho de 300 quilômetros de largura”, detalhou a pesquisadora.
Como observar
Para assistir ao eclipse lunar não é necessário uso de óculos ou técnicas especiais. Basta encontrar um local aberto, com visão desimpedida da Lua e pouca interferência de luz artificial.
Para o eclipse solar, a observação direta é possível apenas com proteção ocular certificada pela norma ISO 12312-2, ou com máscaras de vidro de soldador número 14. Olhar direto para o Sol sem proteção pode causar danos graves à visão.
Eclipse solar
O eclipse solar total resulta da coincidência entre os tamanhos aparentes do Sol e da Lua, já que, embora o Sol seja cerca de 400 vezes maior, está também 400 vezes mais distante, fazendo com que pareçam ter o mesmo tamanho. Um eclipse solar ocorre sempre na Lua Nova, bloqueando parcialmente a luz e criando a projeção de uma sombra. Fora do caminho de totalidade, o eclipse pode ser anular, deixando um anel de luz em torno da Lua.
Eclipse lunar
O eclipse lunar pode ser total, parcial ou penumbral. Quando a luz do Sol chega à Terra, surgem as sombras da umbra (parte mais escura) e da penumbra (sombra mais clara).
“Quando vai acontecer o eclipse da Lua, às vezes pode ser que ela entre só nessa penumbra. A gente não vê diferença alguma”, contou.
O Observatório Nacional vai transmitir ambos os eclipses gratuitamente pelo canal da instituição no YouTube.
*Estagiária sob supervisão da jornalista Tâmara Freire
Crédito de imagem: Agência Brasil
Crédito: Agência Brasil
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