Duda Lima assume o marketing da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e determina que as peças iniciais não exibirão o sobrenome da família. O slogan “O Brasil vai vencer” entra em cena em 16 de agosto. A identidade visual aposta na letra “V” integrada ao nome, com cores verde e amarelo. Fonte: Lauro Jardim, O Globo.
No âmbito da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o publicitário Duda Lima decidiu adotar uma estratégia de comunicação que prevê veicular os materiais sem o sobrenome Bolsonaro a partir da próxima semana, com o slogan “O Brasil vai vencer” programado para entrar no ar no dia 16 de agosto, conforme informações do jornalista Lauro Jardim, do O Globo.
O conceito visual foi criado por Lima, que assumiu a coordenação da comunicação, apresentando o candidato apenas como “Flávio”, sem o sobrenome nos materiais iniciais, alinhado a uma identidade formada pela letra “V” integrada ao nome e às cores verde e amarela. A estratégia de ocultar o sobrenome visa blindar a imagem do candidato frente ao desgaste associado à marca da família Bolsonaro, refletido na avaliação do governo do pai entre 2019 e 2022.
A manobra também busca distanciar a imagem de Flávio das complicações judiciais envolvendo o ex-presidente, incluindo investigações e a condenação a mais de 27 anos de prisão no STF no âmbito do processo sobre a tentativa de golpe de Estado.
Segundo a divulgação de informações, Duda Lima é um dos profissionais de marketing político mais próximos do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, nascido em Mogi das Cruzes (SP). A relação entre eles perdura há mais de duas décadas, iniciada quando Lima atuou em campanhas de aliados do dirigente em São Paulo. Em 2022, ele ficou responsável pelas propagandas de TV e rádio de Jair Bolsonaro, defendendo, na época, o uso de programas sociais como o Auxílio Brasil e obras de infraestrutura, especialmente a transposição do Rio São Francisco, para ampliar o diálogo com eleitores além da base bolsonarista.
Outra mudança indicada por Lima foi na identidade visual do PL após a filiação de Bolsonaro: a substituição do vermelho por tons de azul e branco na logomarca, buscando alinhar o partido às cores verde e amarela dos apoiadores do ex-presidente.
