Paralisação na Justiça Federal ocorre nesta quinta-feira em protesto

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo jornalístico: Servidores do Poder Judiciário Federal da Bahia entram em paralisação de 24 horas nesta quinta-feira (13) para reivindicar a reestruturação da carreira e a recomposição salarial, após a derrubada do veto 45 que retirou as duas últimas parcelas do reajuste de 2026. O ato ocorre na sede dos Juizados Especiais Federais (JEF) no CAB, às 10h30, com transmissão para o interior. Sindjufe-BA aponta déficit de mais de 700 servidores, impactando a fila de processos e o atendimento, além de citar casos de assédio e adoecimento.

Bahia – Os servidores do Poder Judiciário Federal na Bahia anunciaram uma paralisação de 24 horas nesta quinta-feira (13), como parte de reivindicações por reestruturação da carreira e recomposição salarial, incluindo a derrubada do veto 45, que retirou as duas últimas parcelas do reajuste conquistado pela categoria em 2026. O ato está marcado para ocorrer na sede dos Juizados Especiais Federais (JEF), no CAB, às 10h30, com transmissão para o interior do estado.

Segundo o Sindjufe-BA, o estado enfrenta um déficit de mais de 700 servidores no Poder Judiciário Federal, e a carência de pessoal tem contribuído para a elevação do acervo de processos, prejudicando a população. A entidade ressalta que a falta de servidores se reflete em prazos, atendimento e eficiência do sistema.

“Ao invés de nomear os concursos aprovados, os tribunais recorrem a formas alternativas e precarizadas de contratação. Com a piora das condições de trabalho e o excesso de metas, aumentam os casos de assédio e adoecimento. Só neste ano, a categoria registrou três trabalhadores que se suicidaram no Estado”, destacou o sindicato.

Atualmente, o Judiciário Federal — que abrange as áreas Trabalhista, Eleitoral, Federal e Militar — não dispõe de data-base nem de dissídio coletivo, instrumentos que costumam acompanhar reajustes salariais em outras categorias. Nos últimos 15 anos, a categoria registrou perda salarial de mais de 40%. Em resposta, o Sindjufe-BA afirma que não falta recurso financeiro, mas sim a necessidade de uma justiça orçamentária que reconheça os direitos dos servidores, sobretudo diante do aumento de penduricalhos para magistrados.

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