Flávio assina acordo com criador de deepfakes ligado a Hitler

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: Influenciador admite ter publicado três deepfakes envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL). Acordo prevê retratação pública no Instagram e pagamento de cinco salários mínimos, dividido em 12 parcelas, com recursos destinados a uma entidade pública. Caso depende de homologação pela Justiça Federal.

Flávio Bolsonaro deixa convenção do PL no Distrito Federal
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Crédito: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Um influenciador brasileiro admitiu ter publicado três deepfakes que associavam o senador Flávio Bolsonaro (PL) a Adolf Hitler, a supostos desvios de aposentados no esquema do INSS e a outras acusações de corrupção. O acordo entre as partes prevê que Roger Prado da Fonseca publique uma retratação no Instagram e pague cinco salários mínimos, divididos em 12 parcelas, com o valor destinado a uma entidade pública ou de interesse social indicada pela Justiça.

O caso teve início após advogados de Flávio Bolsonaro apresentarem uma queixa-crime contra o influenciador, referente a publicações feitas no Instagram nos dias 21 e 25 de abril. Em uma das peças, o senador aparece com notas de R$ 100 e o rosto dele é transformado no de Hitler, com a legenda “Flávio fez harmonização fácil”.

Outra sequência de vídeos mostra o senador supostamente retirando a carteira de um idoso e guardando-a no bolso, enquanto vozes ao fundo falam sobre “rachadinha”. Em um terceiro material, Ratinho é retratado questionando Flávio sobre atuação no Congresso; a versão gerada pela IA sugere que ele “passou o tempo comprando mansões, abrindo lojas de chocolate, viajando e contando dinheiro”.

Os advogados de Flávio apontaram difamação majorada e relataram que as publicações continham informações falsas com o objetivo de prejudicar a imagem do parlamentar. O influenciador reconheceu as publicações e aceitou as condições do acordo, incluindo não realizar novas postagens ofensivas.

Além da retratação, o acordo determina que o pagamento de cinco salários mínimos não vá diretamente a Flávio, mas a uma entidade pública ou de interesse social definida pela Justiça. A homologação judicial ainda depende de audiência para verificar se as condições foram aceitas voluntariamente e se o acordo cumpre os requisitos legais.

Se homologado, o acordo prevê o encerramento do caso conforme as condições acordadas entre as partes. A coluna tentou contato com o influenciador, mas não obteve retorno até o momento.

Segundo informações obtidas junto ao Metrópoles, parceiro do PrimeiroJornal, as informações sobre o acordo vieram à tona por meio de documentos judiciais divulgados pela Justiça Federal. A reportagem permanece acompanhando os desdobramentos.

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