Resumo: Lançamento da campanha presidencial de Augusto Cury ocorre em Santa Luzia (região metropolitana de Belo Horizonte). Cury, pelo Avante, propõe combate à polarização e defende um pacto nacional; a cerimônia destacou a “Cadeira da Escuta” para entender demandas da população.
Em Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte, ocorreu neste domingo (16) o lançamento da campanha presidencial de Augusto Cury, candidato pelo Avante, com o ex-deputado Julio Delgado na vice-presidência.
Durante o ato, Cury apresentou propostas para diferentes áreas de um eventual governo e colocou o combate à polarização política como o principal eixo de sua candidatura, defendendo o diálogo entre os diferentes campos políticos.
“Antes de existirem brasileiros de direita e de esquerda, existem milhões de brasileiros com dores concretas”, disse o candidato.
Ele afirmou que a polarização, ao transformar o adversário político em inimigo moral, dificulta o diálogo e a construção de acordos, observou Cury após falar com a imprensa.
Na avaliação do postulante do Avante, denúncias de corrupção, violações de direitos e outros crimes devem ser investigadas com provas e dentro das regras da Justiça, além de criticar o uso de acusações como instrumento de disputa eleitoral e defender que as questões do país sejam tratadas por meio de propostas.
“Precisamos de firmeza serena: coragem para enfrentar os problemas sem reproduzir a violência verbal que queremos superar”, declarou o candidato.
Durante o lançamento, Cury também defendeu a formulação de um pacto nacional envolvendo diferentes grupos políticos e setores da sociedade.
O escritor e psiquiatra nasceu em Colina, no interior de São Paulo, tem 67 anos e é médico psiquiatra formado pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto. Com mais de 70 livros publicados, suas obras já foram traduzidas para 70 países e alcançaram mais de 25 milhões de exemplares vendidos apenas no Brasil.
Entre os títulos mais populares está “O Vendedor de Sonhos”, um dos maiores best-sellers. Em 2009, recebeu o prêmio de melhor ficção pela Academia Chinesa de Letras e a obra foi adaptada ao cinema em coprodução entre Warner e Fox.
Cury também se apresenta como criador da “teoria da inteligência multifocal”, que busca explicar o funcionamento da mente e os caminhos para maior autocontrole por meio da inteligência e do pensamento. Ele aborda a chamada “síndrome do pensamento acelerado”, associada ao esgotamento mental pela sobrecarga de informações, embora não haja reconhecimento científico nem conste na CID.
