Resumo – A Polícia Federal indiciou 25 pessoas, incluindo o empresário baiano José Marcos Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, por suspeita de desvio de recursos de emendas parlamentares. A investigação aponta fraudes licitatórias, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro, no âmbito da Operação Overclean, deflagrada entre 2024 e janeiro deste ano. Ao todo, foram cumpridos 59 mandados e 16 prisões na Bahia, São Paulo e Goiás, entre os detidos está Moura e o vereador Francisco Manoel do Nascimento Neto, o Francisquinho Nascimento, de Campo Formoso.

Bahia — A investigação aponta que o grupo atuou em fraudes licitatórias, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro, relacionadas ao desvio de recursos de emendas parlamentares. A apuração também envolve o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) na Bahia, com a identificação de ex-coordenadores na Pasta.
Entre os indiciados estão Lucas Maciel Lobão Vieira e Rafael Guimarães de Carvalho, ex-coordenadores do DNOCS na Bahia.
Além disso, a investigação cita atuação de deputados federais: Vicentinho Júnior (PSDB), Elmar Nascimento (União), Felix Mendonça (PDT) e Dal Barreto (União), cujas linhas de investigação permanecem em curso.
A primeira fase da Overclean foi deflagrada em 10 de dezembro de 2024. A PF informou que servidores públicos facilitavam a vitória de empresas previamente escolhidas, que superfaturavam contratos, abrindo caminho para o desvio de recursos.

As autoridades ainda não divulgaram novas informações de forma pública, e a reportagem tentou contato com as defesas dos investigados, sem retorno até o fechamento desta matéria.
Resumo: Em Bahia, a PF avança com a operação Overclean, revelando uma movimentação de R$ 1,4 bilhão em contratos, principalmente com o DNOCS. O caso envolve vereadores, prefeitos e ex-secretários, com prisões, apreensões e uso de emendas parlamentares em fases que se desdobram desde o início da investigação.
Bahia – A Polícia Federal deflagrou a operação Overclean na Bahia, revelando uma movimentação de R$ 1,4 bilhão em contratos, principalmente com o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS). O inquérito aponta a participação de vereadores, prefeitos e ex-secretários em um esquema de desvios e favorecimentos em contratos de obras e serviços.
Segunda fase: Treze dias depois da primeira etapa, a PF iniciou a segunda fase, resultando na prisão do então vice-prefeito de Lauro de Freitas, Vidigal Cafezeiro (Republicanos), e mais três pessoas. Em um dos desdobramentos, uma sacola com mais de R$ 220 mil foi arremessada pela janela durante a abordagem.
Terceira fase: Em 3 de abril do ano passado, a PF deflagrou a terceira fase, com alvos que incluíam novamente o “rei do lixo” e o ex-secretário de Educação de Salvador, bem como o então secretário de Educação de Belo Horizonte, Bruno Barral.
Quarta fase: Em 27 de junho, a PF apreendeu cerca de R$ 3,2 milhões guardados no armário do ex-prefeito de Paratinga, Marcel José Carneiro de Carvalho (PT). Ainda nessa etapa, o então prefeito de Ibipitanga, Humberto Raimundo Rodrigues de Oliveira (PT), e o prefeito de Boquira, Alan Machado França (PSB), também foram alvo de investigações.
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Crédito: LiberdadeNews
Quinta fase: No quinto momento da operação, deflagrada em 17 de julho, o foco foi o uso irregular de emendas parlamentares repassadas pelo deputado federal Elmar Nascimento (União Brasil), que não foi alvo direto da operação.
Na ocasião, cédulas de R$ 20 foram encontradas em um sapato que estava na casa de Francisquinho Nascimento. Elmo Nascimento, prefeito de Campo Formoso e irmão do deputado Elmar, também foi citado pela PF na investigação.
Sexta fase: A sexta fase da Overclean é mencionada, mas o material disponível não traz detalhes adicionais sobre ações ou alvos nessa etapa.
Resumo: A operação Overclean avança no Extremo Sul da Bahia com novas fases envolvendo representantes públicos. Em 14/10, a sexta fase mira o deputado Dal Barreto; em 16/10, a sétima fase afasta o prefeito de Riacho de Santana e prende Gabriel de Paríso; em 31/10, a oitava fase cumpre mandados fora da Bahia; na nona fase, Felix Mendonça Jr. é alvo de mandados e há bloqueio de R$ 24 milhões determinado pelo STF. Crimes investigados: organização criminosa, corrupção, peculato, fraude em licitações e lavagem de dinheiro.
Palavras-chave: Overclean; Bahia; Dal Barreto; João Vítor; Gabriel Paríso; Felix Mendonça Jr; STF; corrupção; lavagem de dinheiro
Operação Overclean avança no Extremo Sul da Bahia com novas fases envolvendo políticos e gestores locais. Em 14 de outubro, durante a sexta fase da operação, o deputado federal Dal Barreto (União Brasil) teve o celular apreendido pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Salvador.
No dia 16 de outubro, a sétima fase resultou no afastamento do prefeito de Riacho de Santana, Dr. João Vítor (PSD), além da prisão de Gabriel de Paríso (MDB), prefeito de Wenceslau Guimarães, sob suspeita de posse ilegal de arma de fogo.
Já a oitava fase, ocorrida em 31 de outubro, cumpriu cinco mandados fora da Bahia, conforme apurado pela reportagem, ampliando o alcance da operação para outros municípios da região.
Nona fase da ação mirou o deputado Felix Mendonça Jr. (PDT), com nove mandados de busca e apreensão realizados contra ele. Além disso, houve o bloqueio de R$ 24 milhões em contas de pessoas físicas e jurídicas investigadas, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).
Os investigados podem responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos administrativos, bem como lavagem de dinheiro.
Fonte: G1.
