MP-BA denuncia três PMs por morte de jovem de 24 anos em Mucuri; família cobra justiça desde 2022

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: MP-BA denuncia três policiais militares pela suposta execução de Alex Vila Nova Santos, 24 anos, desaparecido desde setembro de 2022 em Mucuri, no Extremo Sul da Bahia. Denúncia foi apresentada ao Tribunal do Júri da Comarca de Mucuri, com pedido de prisão preventiva, condenação e reparação às famílias. Caso acompanha a cobertura do Liberdade News desde o início.

Alex Vila Nova Santos

Mucuri, Extremo Sul da Bahia — O Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio do Grupo de Atuação Especial Operacional de Segurança Pública (Geosp), denunciou três policiais militares pela suposta execução de Alex Vila Nova Santos, de 24 anos, desaparecido desde setembro de 2022 em Mucuri. A denúncia foi protocolada na terça-feira (18) junto à Vara do Júri da Comarca de Mucuri.

Os denunciados são os Arthur Garcia dos Santos, Wilton Gomes de Souza e Winder dos Santos. Segundo o MP-BA, os policiais teriam cometido homicídio qualificado por motivo torpe e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima, que, conforme as investigações, estaria rendida e algemada quando morto.

O Ministério Público pediu a prisão preventiva dos três, bem como que sejam processados e julgados pelo Tribunal do Júri. Em caso de condenação, o órgão também pleiteia a perda de cargos públicos e a reparação dos danos aos familiares de Alex.

De acordo com a acusação, Alex foi abordado no dia 8 de setembro de 2022, no bairro Aroeira, em Mucuri, quando trafegava de bicicleta. Segundo as investigações reunidas pelo MP, ele foi algemado e colocado dentro da viatura, e a partir daquele momento não foi mais visto pela família. O corpo de Alex nunca foi localizado.

A denúncia sustenta ainda que, ao longo de quase quatro anos de apuração, os elementos indicam que Alex permaneceu sob a custódia exclusiva dos policiais e que o seu corpo pode ter sido ocultado para assegurar a impunidade dos crimes. A cobertura do Liberdade News acompanhou o caso desde o começo.

A família de Alex já questionava, desde 2022, a versão apresentada à época do desaparecimento. Em 13 de setembro de 2022, cinco dias após o sumiço, familiares procuraram o Liberdade News (então transmitido pela Rádio Eldorado FM) para cobrar investigações mais rigorosas, conforme relatos da época.

A defesa pública mencionada pela denúncia reforça que as diligências têm como objetivo esclarecer todos os fatos e assegurar justiça aos familiares de Alex Vila Nova Santos.

Crédito: Liberdade News

Resumo

MP-BA acusa a morte de Alex Vila Nova Santos durante custódia policial e aponta ocultação de cadáver; reconstituição de fatos ocorreu em Mucuri (2024) para confrontar versões; corpo de Alex permanece desaparecido e família busca Justiça há quase quatro anos.

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) apresentou denúncia afirmando que Alex Vila Nova Santos foi morto enquanto estava sob custódia policial e que houve ocultação do cadáver. A acusação surge de investigações que contestam a versão de fuga divulgada logo após o desaparecimento e indica que houve tentativa de encobrir os fatos.

Conforme o material divulgado à época, a família de Alex contestou a narrativa de fuga apresentada pela polícia, lembrando que, segundo registro, o jovem teria conseguido passar as mãos algemadas para a frente do corpo e fugido em direção a uma área de mangue, num suposto descuido da equipe. A família também questionou a versão apresentada no dia seguinte ao desaparecimento, quando foram apresentadas drogas supostamente apreendidas com Alex.

Segundo as informações do MP-BA, as investigações telemáticas apontaram ligação entre aparelhos usados para enviar mensagens à ex-companheira de Alex, simulando que o jovem deixara a cidade voluntariamente. A denúncia sustenta que tais indícios reforçam a hipótese de fraude destinada a dificultar a descoberta da verdade.

Dois anos após o desaparecimento, a família manteve a cobrança por Justiça. Em 4 de novembro de 2024, o Liberdade News acompanhou uma reprodução simulada dos fatos em Mucuri, envolvendo policiais civis e militares, peritos do Departamento de Polícia Técnica (DPT) e integrantes do MP. A reconstituição buscou comparar as versões apresentadas e seguir o percurso desde a abordagem até o suposto momento da fuga, com a participação do promotor Pedro Nogueira Coelho.

Apesar das diligências e da reprodução simulada, o corpo de Alex Vila Nova Santos nunca foi localizado. O MP-BA afirma possuir provas suficientes para sustentar a acusação de que o jovem foi morto sob custódia policial e que houve ocultação do cadáver. Além disso, o Ministério Público informou ter oferecido denúncia nos crimes conexos de ocultação de cadáver, peculato e fraude processual, encaminhando o caso à Justiça Militar, conforme apurado pela instituição.

A família continua aguardando respostas e Justiça, reiterando a busca pela verdade sobre o destino de Alex e cobrando responsabilização daqueles envolvidos no caso.

Resumo: Em Mucuri, Bahia, o Ministério Público denunciou, em agosto de 2026, três policiais pela morte de Alex Vila Nova Santos. A investigação, iniciada em setembro de 2022, envolveu a atuação da Corregedoria, perícias e uma reconstituição dos fatos. A denúncia não é condenação; o caso segue para análise do Poder Judiciário e o corpo de Alex continua desaparecido.

Palavras-chave: Alex Vila Nova Santos; Mucuri; Ministério Público; Polícia Militar; desaparecimento; Bahia; Extremo Sul.

Mucuri, Bahia – O Ministério Público (MP) denunciou, em agosto de 2026, três policiais pelo suposto envolvimento na morte do jovem Alex Vila Nova Santos. A peça acusatória encerra um ciclo de apuração que se estendeu por quase quatro anos, com diligências, atuação da Corregedoria, perícias e uma reconstituição dos fatos, iniciadas ainda em setembro de 2022. A denúncia, contudo, não resulta em condenação; caberá ao Poder Judiciário decidir sobre prisões preventivas e o prosseguimento da ação penal.

A defesa do material apresentado pelo MP aponta para o regular andamento processual, garantindo aos denunciados ampla defesa e contraditório, conforme os preceitos constitucionais. O objetivo é que o Judiciário avalie as provas e as circunstâncias do caso antes de qualquer decisão de condenação ou absolvição.

Para a família de Alex, que desde o início contestou a versão de que o jovem teria fugido algemado, a denúncia representa um novo capítulo de uma trajetória que se arrasta há quase quatro anos. O desfecho do caso permanece incerto, com a comunidade cobrando clareza sobre as circunstâncias que levaram à morte de Alex Vila Nova Santos.

Entre as perguntas que continuam sem resposta está o paradeiro do corpo de Alex. A ausência de informações definitivas alimenta a busca por justiça e mantém acesa a expectativa de todos os envolvidos na apuração. O Ministério Público informou que a denúncia já tramita no judiciário e que serão tomadas as medidas cabíveis conforme o andamento processual.

Informações repassadas pelo Liberdade News, parceiro do PrimeiroJornal, embasam o conteúdo desta matéria.

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