Irã diz que resistirá à ampliação de sanções impostas pelos EUA

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: Irã promete reagir às novas sanções dos EUA e confia que seus parceiros comerciais resistirão à pressão; o Tesouro anunciou medidas contra 60 entidades e indivíduos, sem mencionar bancos chineses. A China defende cooperação dentro do direito internacional. O petróleo recua, e um petroleiro foi atingido próximo ao Estreito de Hormuz. Informações da Agência Brasil, parceira do PrimeiroJornal.

Irã prometeu reagir à ampliação das sanções dos Estados Unidos destinadas a isolar sua economia e afirmou confiar que seus principais parceiros comerciais resistirão à pressão, além de sinalizar interesse em retomar negociações com Washington. A declaração ocorre quase seis meses após o início de um conflito que tem desafiado a diplomacia internacional, e o governo iraniano sustenta que o país não recuará ante a pressão externa.

O Tesouro dos EUA anunciou, na segunda-feira (24), novas sanções contra 60 pessoas físicas, entidades e embarcações ligadas ao Irã. A lista não incluiu instituições financeiras chinesas suspeitas de facilitar o comércio de petróleo iraniano. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que “ninguém está acima do alcance das sanções dos EUA” e não forneceu prazos nem identificou quais países poderiam ser alvo das medidas, deixando espaço para ajustes conforme a nova diretriz.

Leitura geopolítica Abbas Golroo, chefe da Comissão de Relações Exteriores do Parlamento iraniano, comentou que Asim Munir, chefe do Exército do Paquistão, entregou uma mensagem dos EUA ao Irã. Em entrevista à Isna, Golroo disse que o objetivo parecia retomar um processo político paralisado, segundo apuração da agência.

China e petróleo A China, maior compradora de petróleo iraniano nos últimos anos, afirmou que sua cooperação com o Irã é conduzida dentro do direito internacional e não deve ser interferida. O dano potencial para o fluxo de petróleo persiste, com a China mantendo relações comerciais, embora o fluxo tenha sido impactado por bloqueios portuários impostas pelos EUA desde julho.

Mercado e transporte marítimo Os preços do petróleo recuaram pelo segundo dia consecutivo, com operadores analisando os efeitos das sanções, mas mantendo cautela quanto à capacidade do Irã de interromper o transporte marítimo internacional. Em meio a esse cenário, novos desdobramentos diplomáticos e comerciais seguem acompanhados de perto por mercados globais.

Petroleiro atingido

Um petroleiro foi atingido hoje por um projétil não identificado e ficou inoperante a cerca de 17 km a nordeste de Ash Shishah, em Omã, na entrada do Estreito de Ormuz, informou a Agência de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO). O navio sofreu a paralisação das operações, e não há confirmação imediata de feridos. O episódio adiciona tensão ao already volatile ombro geopolítico da região.

Segundo informações divulgadas pela Agência Brasil, parceira do PrimeiroJornal, o cenário político internacional permanece marcado por incertezas e negociações ativas entre governos, com atenção especial aos desdobramentos entre EUA, Irã e China em meio a uma crise prolongada.

Resumo jornalístico

No Golfo Pérsico, o Irã sinaliza reduzir ainda mais as exportações de petróleo como retaliação a novas medidas econômicas dos EUA. A crise é alimentada por ataques de EUA e Israel ao Irã em fevereiro; um acordo provisório entre EUA e Irã, assinado em junho, fracassou rapidamente. O Paquistão atua como mediador, informando avanços para evitar escalada e na reabertura do Estreito de Ormuz. Relatos de Reuters apontam continuidade das negociações.

Palavras-chave: petróleo, Golfo, Irã, EUA, Ormuz, Paquistão, sanções

No Golfo Pérsico, o Irã sinalizou que pode reduzir ainda mais as exportações de petróleo como retaliação a possíveis medidas econômicas dos EUA. A pressão aumenta em meio a uma sequência de eventos que começaram com ataques dos EUA e de Israel contra o Irã em fevereiro, ações que interromperam parte do fluxo de energia na região e elevaram o temor de cortes adicionais no fornecimento global.

Em junho, um acordo provisório entre EUA e Irã foi assinado, mas não resistiu à tensão existente. O Irã, segundo as fontes oficiais, retomou ataques que bloquearam a maior parte das exportações de energia do Golfo, aprofundando a instabilidade econômica e energética na região.

O Paquistão, atuando como mediador, informou ter feito “progressos significativos” nas negociações com Teerã para evitar uma escalada maior e para viabilizar a reabertura do Estreito de Ormuz, passagem estratégica para o comércio marítimo global.

Mohsin Naqvi, ministro do Interior do Paquistão, afirmou, em publicação na rede social X, que houve uma troca de ideias “muito construtiva” durante encontros com Munir, em viagem a Teerã, sinalizando continuidade do diálogo entre as partes.

Reportagem adicional de Rick Noack, Menna Alaa El Din e Nafisa Eltahir

Fonte: Reuters, parceria com o PrimeiroJornal

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