Resumo: IPCA-15 cai 0,40% em agosto, segundo o IBGE. Acumulado no ano fica em 3,09% e em 12 meses, 4,24%. Quedas em Habitação (-1,41%), Transportes (-1,00%) e Alimentação (-0,57%) puxam o índice. Salvador tem deflação de -0,74% no mês; no ano, 2,99%. Nacional: 3,09% no ano e 4,24% em 12 meses.
O IPCA-15, prévia da inflação oficial, registrou deflação de 0,40% em agosto, conforme divulgação do IBGE nesta 26 de agosto de 2026. A leitura aponta recuo frente a julho e revisa o quadro: acumula 3,09% no ano e 4,24% nos últimos 12 meses, ante 4,52% na leitura anterior.
Essa queda mensal representa a primeira deflação do IPCA-15 em quase um ano, desde agosto de 2025, quando houve -0,14%. Trata-se também da maior queda desde agosto de 2022 (-0,73%).
As maiores contribuições negativas vieram dos grupos Habitação (-1,41%), Transportes (-1,00%) e Alimentação e bebidas (-0,57%). Entre os subitens, destaca-se a energia elétrica residencial, que recuou 6,25%, influenciada pela inclusão do Bônus de Itaipu creditado nas faturas de agosto. A bandeira tarifária amarela, vigente, acrescenta R$ 1,885 por 100 kWh consumidos.
No grupo Água e esgoto, houve alta de 0,34%, impulsionada por reajustes de 5,77% em Porto Alegre (válidos desde 1º de julho) e 3,55% em Salvador (desde 20 de julho).
A categoria Alimentação e bebidas registrou variação de -0,57%, com recuos na alimentação em domicílio (-0,97%), destacando as quedas de tomate (-27,38%), batata inglesa (-25,14%), cenoura (-17,05%) e café moído (-2,31%). Por outro lado, leite longa vida subiu 3,41% e frutas avançaram 3,11%.
A alimentação fora do domicílio passou de 0,55% em julho para 0,42% em agosto. O item lanche subiu 0,75%, enquanto a refeição desacelerou de 0,66% em julho para 0,25% em agosto.
Entre as regiões pesquisadas, onze áreas apresentaram variação negativa em agosto. A menor queda ocorreu em Curitiba, com -0,82%, puxada pelo recuo da passagem aérea (-15,34%) e pela energia elétrica residencial (-4,83%). A capital baiana, Salvador, ficou com -0,74% no mês, sendo uma das maiores deflações nacionais. No acumulado do ano, Salvador ficou em 2,99%, abaixo da média nacional de 3,09%, e, nos últimos 12 meses, o índice da cidade foi de 3,74%, frente a 4,24% no país.
