Ilhéus, Bahia — A Polícia Civil da Bahia deflagrou, na terça-feira, 22 de setembro, a Operação Quatro Torres, contra uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas e homicídios. Ao todo, foram cumpridos 18 mandados de prisão temporária, além da prisão de outras quatro pessoas em flagrante durante as diligências.
Crédito: LiberdadeNews
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De acordo com as informações oficiais, dez mandados de prisão temporária foram cumpridos durante ações de busca e apreensão, enquanto outros seis atingiram investigados que já se encontravam custodiados.
As ações ultrapassaram as fronteiras da Bahia. Ainda foram realizadas duas prisões temporárias em Aracaju, Sergipe, e em Vila Velha, Espírito Santo.
As quatro prisões em flagrante ocorreram durante o cumprimento de medidas judiciais, sendo três em Ilhéus e uma em Pedro de Toledo, no interior de São Paulo.
Durante a operação, as equipes apreenderam 113 munições, 08 veículos, 16 aparelhos celulares e R$ 8.150 em dinheiro. Armas de fogo também foram localizadas, com o volume total ainda sendo conferido pelas autoridades.
A estrutura do grupo é descrita pela Polícia como centralizada em quatro lideranças, chamadas de “Torres”, que teriam influência sobre diferentes áreas de Ilhéus.
Os investigadores afirmam que os integrantes mantinham comunicação entre si para a tomada de decisões relacionadas a atividades como venda de drogas, aquisição de armas e execuções.
Como medida judicial, foi decretado o bloqueio e a indisponibilidade de ativos financeiros de 31 pessoas físicas e 11 pessoas jurídicas, até o teto global de R$ 300 milhões.
A operação é coordenada pela Diretoria Regional de Polícia do Interior (DIRPIN/Sul) e pela 7ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Ilhéus), por meio do Núcleo de Inteligência de Ilhéus, com participação de equipes das 6ª, 9ª, 10ª e 11ª Coordenadorias, além de unidades do GATTIs Costa do Dendê, Costa do Cacau, Sul, Descobrimento, Extremo Sul, Pedra Branca, Sudoeste, Central e Leste.
Também integram a operação o Departamento de Polícia do Interior (DEPIN), o Departamento de Polícia Metropolitana (DEPOM), o Comando de Policiamento da Região Sul (CPR-Sul) e a Corregedoria da Polícia Militar da Bahia.
As investigações devem prosseguir para aprofundar a ????tificação da estrutura, atuação e movimentação financeira do grupo investigado.
Segundo informações obtidas junto à LiberdadeNews, parceiro do PrimeiroJornal, a reportagem foi acompanhada por Rafael Vedra.

