Resumo: Governo envia ao Congresso o Orçamento 2027 com R$ 44,8 bilhões em emendas parlamentares, 4 bilhões a mais que 2026; não entram as emendas de comissão, cuja definição fica a cargo do Legislativo. Emendas costumam financiar obras locais; nos últimos anos, os valores finais aumentaram, chegando a R$ 53 bilhões (2025) e R$ 61 bilhões (2026).
O governo federal enviou ao Congresso Nacional, nesta segunda-feira (31), o projeto de lei do Orçamento para 2027, propondo a alocação de R$ 44,8 bilhões em emendas parlamentares. O montante representa um aumento de cerca de R$ 4 bilhões em relação ao que foi apresentado para 2026, de acordo com informações do G1.
Segundo informações do G1, o total não inclui as emendas de comissão. A gestão decidiu delegar a definição desse grupo ao próprio Congresso, o que poderá exigir cortes em outras áreas orçamentárias caso haja interesse em destinar recursos para essas emendas.
As emendas parlamentares são mecanismos do Orçamento da União, cuja destinação é definida por deputados e senadores, geralmente para obras e projetos em suas bases eleitorais. A liberação dessas verbas costuma ser um instrumento central nas negociações políticas para assegurar o apoio ao governo no Legislativo.
A proposta de R$ 44,8 bilhões para 2027 supera as intenções apresentadas nos anos anteriores: 2024: R$ 37,6 bilhões; 2025: R$ 38,9 bilhões; 2026: R$ 40,8 bilhões.
Ainda que a tramitação possa alterar o montante final, a prática aponta para aumentos ao longo do processo. As verbas finais de emendas atingiram R$ 53 bilhões em 2025 e R$ 61 bilhões em 2026.

