Resumo: Trabalhadores da AS Engenharia realizaram uma manifestação em frente à sede da empresa, em Teixeira de Freitas, nesta quarta-feira (23), cobrando o pagamento de salários atrasados e outras obrigações trabalhistas. Funcionários relataram dificuldades financeiras, com atrasos em contas básicas e problemas para manter despesas familiares.
Teixeira de Freitas — Trabalhadores da AS Engenharia realizaram uma manifestação nesta quarta-feira (23) em frente à sede da empresa para cobrar o pagamento de salários atrasados e verbas trabalhistas pendentes. A mobilização ocorre em meio ao impasse envolvendo a empresa e a Prefeitura de Teixeira de Freitas sobre valores relacionados ao contrato de prestação de serviços.
Durante o ato, funcionários relataram dificuldades financeiras provocadas pelo atraso nos pagamentos. Segundo os trabalhadores ouvidos pela imprensa, a situação tem afetado despesas básicas das famílias, incluindo alimentação, aluguel e contas domésticas. Há relatos de trabalhadores com contas de água e energia em atraso, com casos de suspensão no fornecimento por falta de pagamento.
O caso envolve uma disputa entre a AS Engenharia e a Prefeitura de Teixeira de Freitas sobre a execução e fiscalização do contrato público. Em manifestações anteriores relacionadas ao mesmo contrato, funcionários da empresa também já haviam paralisado atividades e cobrado providências para a situação da categoria.
Em Nota de Esclarecimento, a Prefeitura informou que, na manhã desta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, ex-funcionários da AS Engenharia Ltda, se dirigiram à sede da empresa responsável temporariamente pelos serviços de limpeza urbana e impediram a saída de caminhões e trabalhadores designados às atividades de coleta de resíduos sólidos e varrição na cidade. O município informou que a Guarda Municipal e a Polícia Militar acompanharam a situação para garantir a segurança e a continuidade dos serviços.
Sobre as acusações de que a empresa não teria realizado os pagamentos por falta de repasses municipais, a Prefeitura afirmou que “essa alegação não apresenta integralmente os fatos”. Segundo o município, durante as medições dos meses de julho e agosto, a fiscalização identificou serviços e quantitativos que não teriam sido integralmente executados, resultando na aplicação de glosas e notificações à empresa.
A administração municipal declarou que não pode realizar pagamentos por serviços que não tenham sido executados ou atestados pela fiscalização, mas afirmou que não se recusou a pagar os valores considerados devidos. De acordo com a nota, a divergência ocorreu porque a empresa não teria concordado com as glosas e não teria emitido os documentos fiscais referentes aos valores reconhecidos pelo município.
Diante do impasse, a Prefeitura informou que pretende adotar medidas jurídicas, incluindo a consignação em pagamento, mecanismo pelo qual os valores considerados incontroversos podem ser depositados judicialmente.
Em relação aos trabalhadores, o município reconheceu a preocupação dos ex-funcionários com o não pagamento das verbas rescisórias, mas destacou que as obrigações trabalhistas são de responsabilidade da AS Engenharia, empresa com a qual mantém relação contratual. A Prefeitura afirmou ainda que eventuais pagamentos diretos aos trabalhadores dependem de fundamentação jurídica e dos procedimentos legais aplicáveis.

