Resumo
Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, afirma em depoimento ao STF que a delação premiada visava denunciar membros do núcleo do atual governo. Informações divulgadas pelo Estadão e pela g1 nesta quinta (3). PF aponta desvio bilionário envolvendo BRB e FGC; PGR pediu arquivamento sem provas.
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirmou, em depoimento ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que a delação premiada que pretendia apresentar tinha como objetivo expor pessoas ligadas ao núcleo do atual governo. A informação foi revelada pelo O Estado de S. Paulo e pela g1 nesta quinta-feira (3).
Segundo o gabinete do ministro Mendonça, o depoimento foi prestado a um juiz auxiliar que acompanha o caso, após solicitação dos advogados de Vorcaro. O despacho confirma que o ato foi realizado mediante requerimento expresso da defesa.
Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, está preso em Brasília, sob a acusação de chefiar um esquema bilionário de fraudes financeiras. A PF estima desvios de pelo menos R$ 12 bilhões no BRB, mais de R$ 40 bilhões no FGC e centenas de milhões em fundos de previdência de estados e municípios.
Na mesma linha, a Procuradoria-Geral da República (PGR) informou, nesta quarta-feira (2), que pediu o arquivamento de denúncias feitas por Vorcaro durante o depoimento, ressaltando que o declarante não apresentou provas ou fatos concretos que indicassem a necessidade de providências investigativas. O órgão avisou ainda que Vorcaro descreveu leituras pessoais e uma visão desvinculada do devido processo legal.
Com colaboração de veículos parceiros do PrimeiroJornal, as informações estão em linha com a cobertura realizada por ESTADÃO e g1, que acompanharam os desdobramentos do caso Master e as manifestações do depoimento prestado ao STF.
