Resumo
- Dólar: fecha a R$ 5,1931, alta de 0,47%.
- Ibovespa: cai 0,99%, aos 183.965,91 pontos.
- BC: vende US$ 1 bilhão em leilões de linha para liquidez cambial.
- Perspectivas: PIB 2026 em 1,8% e 2027 em 1,4% (revisões do BC).
Brasil – Em sessão de nervosismo nos mercados globais, o dólar comercial fechou em R$ 5,1931, alta de 0,47%, e a Ibovespa recuou 0,99%, para 183.965,91 pontos. O movimento ocorreu nesta quinta-feira, 24, em meio a aversão a risco no exterior, com alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA e avanço do petróleo, além de novas projeções econômicas do Banco Central brasileiro. Segundo informações divulgadas pela Agência Brasil, parceira do PrimeiroJornal, o pano de fundo incluiu a leitura de inflação nos EUA e a trajetória de juros.
Mercado externo – O índice DXY — que mede o dólar frente a uma cesta de moedas — subiu 0,14%, aos 101,270 pontos. O rendimento do Título do Tesouro americano de 10 anos atingiu 5,2209% no fim da tarde, o maior nível desde 2007, ante 5,114% na sessão anterior. Essa elevação dos rendimentos intensifica a pressão sobre moedas de mercados emergentes.
Petróleo – O petróleo reagiu ao cenário internacional, com o Brent em US$ 106,60 (+3,41%) e o WTI em US$ 94,61 (+2,65%), contribuindo para o caldo de tensões e ajustes de carteira.
Atuação do BC – O Banco Central também atuou no câmbio nesta quinta-feira, vendendo US$ 1 bilhão em dois leilões de linha simultâneos. A manobra busca ampliar a oferta de moeda estrangeira e manter a liquidez do mercado cambial.
Na véspera, o BC informou que o fluxo cambial brasileiro ficou negativo em US$ 7,078 bilhões em setembro até o dia 18. Ainda hoje, o BC divulgou novas projeções econômicas, com o PIB de 2026 revisado de 2% para 1,8% e a estimativa para 2027 em 1,4%.
Bolsa – O Ibovespa encerrou o dia aos 183.965,91 pontos, 0,99% abaixo do fechamento anterior. O recuo acompanha a piora do ambiente externo para ativos de maior risco, especialmente entre os mercados emergentes, à medida que rendimentos nos EUA sobem.
Mercado de capitais – A alta nos rendimentos dos títulos norte-americanos pressionou a demanda por ativos de risco no Brasil e no exterior, contribuindo para o desempenho mais fraco da bolsa diante do cenário internacional.
Resumo
Petróleo fecha em alta diante de incertezas entre EUA e Irã e de expectativa de reabertura do Estreito de Ormuz; Brent a US$ 106,60/barril (+3,41%), WTI a US$ 94,61/barril (+2,65%). No Brasil, déficit de 2026 Revisado para US$ 80,9 bilhões, com ajuste de despesas. Mercado ainda acompanha pesquisas eleitorais.
Palavras-chave: petróleo, Brent, WTI, Ormuz, déficit 2026, Reuters.
Petróleo encerrou o pregão em alta, com o Brent subindo 3,41% para US$ 106,60 por barril, diante de incertezas sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã e da possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz, uma das rotas globais mais importantes para o transporte de crude.
O barril do tipo WTI, referência nos Estados Unidos, avançou 2,65%, para US$ 94,61 por barril. A leitura do mercado aponta que as cotações acumulam alta próxima de 4% na semana e mais de 18% no mês, refletindo a percepção sobre a oferta global condicionada por fatores geopolíticos.
As cotações recuaram de um pico da tarde após informações sobre avanços nas negociações entre EUA e Irã com o objetivo de estabelecer um acordo que permita a reabertura do Estreito de Ormuz, cenário que mantém o mercado atento, dada a importância estratégica da rota para o petróleo mundial.
No cenário doméstico, o governo divulgou novas projeções para as contas públicas. A necessidade de contenção de despesas foi revisada de R$ 17,9 bilhões para R$ 16,1 bilhões, porém o déficit efetivo para 2026 foi elevado para R$ 80,9 bilhões, o que amplia o debate sobre políticas fiscais em meio a volatilidade de mercados globais.
O movimento nos mercados ocorreu em meio a atenções do investidor com pesquisas eleitorais divulgadas recentemente, que prometem acompanhar o humor do mercado para além dos fundamentos energéticos. Segundo informações da Reuters, parceira do PrimeiroJornal, o cenário global para o petróleo permanece sensível a desdobramentos políticos e a expectativas de política monetária, o que pode manter a volatilidade nos próximos dias.

