Resumo Afastamento por 90 dias de delegada Ilma Leonor Magarão (PC-BA) em operação do DARCO, com prisões de três empresários ligados à Pejota Construções e Terraplanagem em Salvador. Novos mandados foram cumpridos, incluindo o ex-presidente da Conder, Sérgio de Oliveira Silva. Investigação apura irregularidades em obras na Bahia, incluindo segurança pública, com fatos ocorridos há pelo menos dois anos.
Salvador – A delegada da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), Ilma Leonor Magarão, foi afastada por 90 dias após mandado de busca e apreensão no âmbito de uma investigação que apura corrupção e lavagem de dinheiro, vinculada ao Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DARCO).
A operação resultou na prisão de três empresários ligados à Pejota Construções e Terraplanagem, em Salvador, na segunda-feira (31). Na quarta-feira (2), novos mandados foram cumpridos. Entre os alvos está o ex-presidente da Conder, Sérgio de Oliveira Silva, cuja residência também foi alvo de busca e apreensão.
A apuração investiga possíveis irregularidades em obras públicas realizadas na Bahia, incluindo projetos relacionados à construção de equipamentos destinados à segurança pública. Parte dos fatos, segundo a apuração, ocorreu há pelo menos dois anos.
Segundo informações obtidas pelo Aratu On, Sérgio teria participado da coordenação da implantação de cerca de 200 a 300 delegacias no estado.
Na época, a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) não possuía estrutura técnica própria para acompanhar a demanda, e as obras teriam ficado sob cooperação do então gestor. Uma servidora que atuaria no programa de construção das unidades da SSP-BA também foi alvo da operação; ela já havia sido presa e utilizava tornozeleira eletrônica há aproximadamente dois anos, conforme apuração.
Um policial civil também aparece entre os investigados. Conforme informações obtidas pela reportagem, o agente teria confessado participação no suposto esquema e relatado ter recebido pagamentos para tentar interferir nas investigações. Até o momento, não foram divulgados detalhes que esclareçam a eventual participação da delegada Ilma Leonor Magarão no esquema.
