Resumo: Radar Territorial de Shoppings, estudo da Duplamente Inteligência de Mercado, analisa o entorno e a competição de 24 empreendimentos baianos com uma metodologia comum. O objetivo é fornecer dados de localização, público, mobilidade, consumo e concorrência para embasar estratégias de marketing, expansão e captação de clientes no estado da Bahia.
Bahia – De acordo com a Duplamente Inteligência de Mercado, o Radar Territorial de Shoppings foca no ambiente territorial e competitivo dos shopping centers do estado. O levantamento reúne 24 empreendimentos sob uma mesma metodologia de análise, com o objetivo de comparar dados de localização, público, mobilidade, consumo e concorrência.
O projeto visa atender às demandas de administradoras, departamentos de marketing, áreas comerciais, investidores e desenvolvedores, oferecendo um nível de conhecimento do território de entorno de cada centro. A metodologia amplia a avaliação para além do fluxo interno, considerando a população ao redor, a distribuição demográfica, renda, potencial de consumo, hábitos de deslocamento, infraestrutura viária e a presença de centros comerciais e serviços concorrentes ou complementares.
Estrutura do levantamento está dividida em três eixos principais: ativo e entorno, mercado e mix, e fluxo e mobilidade. A proposta é permitir que as administradoras analisem dados específicos de seus empreendimentos em comparação com os demais participantes da amostra.
Entre os indicadores mapeados estão: população, densidade demográfica, total de domicílios; renda média e divisão por classes sociais; faixa etária, escolaridade e composição familiar; características da infraestrutura urbana e grau de verticalização; potencial mensal de consumo. A partir desses dados, a análise busca caracterizar o perfil econômico e populacional das áreas de influência.
No capítulo de mobilidade, o estudo distingue proximidade geográfica de acessibilidade viária efetiva. Com base na malha viária, são avaliados eixos de passagem, centralidade e alcance potencial dos locais. A análise também considera conexões com modais de transporte público — como metrô, BRT e terminais de passageiros — organizadas por anéis de distância.
O conceito de concorrência empregado não se restringe a shoppings diretos. O mapeamento inclui o ecossistema urbano no entorno, abrangendo restaurantes, clínicas, consultórios, empresas de tecnologia, negócios B2B, parques e imobiliárias. A concentração desses estabelecimentos pode gerar disputa pela atenção e, ao mesmo tempo, atrair fluxo para a região.
Os indicadores são apresentados em formatos de rankings, matrizes e gráficos. A estrutura funciona como benchmarking, permitindo comparar atributos territoriais entre concorrentes e padronizar análises para grupos gestores de múltiplos shoppings. O cruzamento de dados sobre infraestrutura, renda e concorrência também ajuda a identificar áreas com demanda reprimida, servindo como subsídio para planejamento de expansão. O relatório final cobre os 24 shoppings baianos, reunindo dados de entorno, áreas de influência, mix, fluxo, centralidade, mobilidade, consumo e ambiente competitivo.

