Mãe Loira do Funk continua presa após condenação por torturar o marido

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo jornalístico
Rio de Janeiro: TJRJ mantém a prisão de Verônica Costa (Mãe Loira do Funk) após audiência de custódia em Benfica (RJ) neste 26/9. Costa já havia sido condenada a 10 anos e 8 meses por tortura ao ex-marido em 2011; a pena foi ampliada em 2023 e mantida pelo STJ em 2024. Quatro condenados do mesmo processo também foram presos pela PCERJ. Processo tramita em segredo de justiça. Fonte: coluna Mirelle Pinheiro.

Rio de Janeiro – O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) manteve a prisão da ex-vereadora Verônica Costa, conhecida como Mãe Loira do Funk, durante audiência de custódia realizada neste sábado (26/9) em Benfica (RJ).

Reprodução/redes sociais.
Veronica Costa

Verônica Costa foi presa na quinta-feira (24/9), após ser condenada a 10 anos e 8 meses de prisão pela tortura do ex-marido, Mário Costa, ocorrida em 2011 em uma residência na Zona Sudoeste do Rio.

Além dela, quatro condenados no mesmo processo foram detidos pela PCERJ: Bruno Chaves Ribeiro, irmão de Verônica; Tatiane Chaves Ribeiro Marques, irmã; Bruno Marcelo Bahia Marques, marido de Tatiane; e Sebastião de Oliveira Evangelista, padrasto da ex-vereadora.

A ordem para o início do cumprimento da pena foi expedida pela juíza Daniele Lima Pires Barbosa, da 16ª Vara Criminal do Rio, após o trânsito em julgado do processo, quando não há mais recursos cabíveis.

O crime ocorreu há 15 anos. Em fevereiro de 2011, Mário Costa procurou a polícia relatando agressões dentro de casa, incluindo amarração, amordaçamento e tortura por cerca de 20 horas. Ele relatou ainda ter tido inseticida jogado no rosto e gasolina derramada sobre o corpo, sob ameaça de queimá-lo vivo.

Verônica sempre negou as torturas; em depoimento em 2011, disse que Mário chegou à residência machucado e nervoso, e que ela o acusou de usar drogas e ter levado itens da casa.

A primeira condenação foi em 2019, com pena inicial de 5 anos e 10 meses. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPERJ) recorreu e, em 2023, a 2ª Câmara Criminal do TJRJ aumentou a pena para 10 anos e 8 meses, mantendo o regime fechado e a perda do mandato de vereadora. Os recursos apresentados posteriormente não alteraram a condenação, inclusive no STJ, que rejeitou, em 2024, um recurso da defesa. A defesa, na época, argumentou que havia elementos favoráveis a Verônica, mas a corte manteve a decisão.

As informações são da cobertura da coluna de Mirelle Pinheiro, que acompanha o caso.

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