Pesquisa Datafolha aponta como a crise no STF influencia o voto

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: Datafolha divulga nova pesquisa presidencial no Brasil, com 2.002 eleitores ouvidos entre 8 e 11 de setembro. O levantamento, registrado no TSE (BR-01833/2026), avalia cenários de primeiro e segundo turnos envolvendo Lula e Bolsonaro, além de outros candidatos, e investiga impactos da crise no STF.

Datafolha planeja divulgar, ainda nesta sexta-feira, 11 de setembro, sua primeira pesquisa presidencial realizada após a atual crise no Supremo Tribunal Federal (STF), envolvendo ministros como Alexandre de Moraes e André Mendonça e as discussões associadas a mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O objetivo é acompanhar não apenas cenários de voto, mas também avaliar se os episódios recentes influenciaram a intenção de voto do eleitor brasileiro.

O estudo terá como foco a atualização dos cenários de primeiro e segundo turno e, ainda, medirá se houve alterações na preferência dos eleitores em função das movimentações envolvendo o STF. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-01833/2026, e prevê a coleta entre os dias 8 e 11 de setembro, em entrevistas presenciais realizadas em pontos de grande circulação de pessoas.

Metodologia – o Datafolha começará com uma pergunta espontânea, seguida de dois cenários estimulados para a Presidência. No primeiro cenário, aparecem os nomes: Lula, Bolsonaro, Augusto Cury, Pablo Marçal, Renan Santos, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Clariana Barão, Edmilson Costa, Hertz Dias, Rui Costa Pimenta, Samara e o Veterinário Wilson Grassi.

Segundo turno – o principal confronto de segundo turno testará o candidato Lula contra Bolsonaro. Em cenários adicionais, a pesquisa também confrontará Lula com Caiado, Zema, Renan Santos e Augusto Cury. Em todos os cenários, o entrevistado poderá indicar voto para um dos nomes, votar em branco ou declarar que ainda não sabe.

A inclusão de Cury tem o objetivo de acompanhar o desempenho dele em um eventual embate direto, especialmente após o avanço atribuído a ele nas recentes pesquisas presidenciais. Além disso, a pesquisa vai levantar qual candidato o eleitor não votaria, e por quê, no primeiro turno.

Crise do STF – um bloco específico do questionário abordará a crise no STF. Os entrevistados serão questionados se acreditam que os ministros possuem poder excessivo, se veem a Corte como essencial para a defesa da democracia e se a confiança no tribunal diminuiu em relação ao ano anterior. Também haverá avaliação sobre o grau de conhecimento do eleitor em relação aos acontecimentos recentes.

A divulgação oficial está prevista para sexta-feira, 11 de setembro, com a margem de erro estimada em até 2 pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.

Resumo: Datafolha avalia, em pesquisa, como brasileiros interpretam o vazamento de mensagens de 2025 entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes. O estudo investiga impacto na intenção de voto para o presidencial, além de saber se o episódio gerou dúvidas ou mudanças de posição. Também abrange o conhecimento sobre acusações envolvendo André Mendonça e as possíveis consequências para Moraes e Mendonça.

De acordo com informações divulgadas pelo Datafolha, o instituto está realizando uma pesquisa para entender como a população brasileira encara o vazamento de mensagens de 2025 enviadas por Daniel Vorcaro a Alexandre de Moraes. A sondagem busca mapear a percepção do episódio entre eleitores e o público em geral.

O estudo pretende medir se a divulgação provocou alterações na intenção de voto para a eleição presidencial, se gerou dúvidas entre os eleitores ou se levou alguém a mudar de posição. O objetivo é avaliar, de maneira objetiva, o efeito político direto da divulgação.

A pesquisa também perguntará se os entrevistados tomaram conhecimento da suspeita levantada por Moraes contra o André Mendonça, relacionada a tratativas de delações premiadas e ao possível direcionamento de alvos de investigações por motivos pessoais ou políticos. Tal elemento é apresentado, na sondagem, como ponto de comparação para entender como o episódio pode influenciar a opinião pública sobre figuras ligadas ao Judiciário.

Assim como no caso de Moraes, o Datafolha questionará os participantes sobre o que deveria ocorrer com Mendonça: nada, afastamento temporário, renúncia ou impeachment. A intenção é compreender, de forma ampla, as expectativas da sociedade diante de possíveis desdobramentos políticos.

Por fim, a pesquisa também avaliará se o episódio não alterou o voto presidencial, se causou dúvidas entre o eleitorado ou se houve mudança efetiva na escolha de cada cidadão. O levantamento busca, ainda, situar o nível de conhecimento público sobre as acusações envolvendo Mendonça e o vazamento em questão.

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