Resumo: Em Teixeira de Freitas, o condomínio de luxo Texas Prime, promovido pela Progresso Loteamentos e Incorporações Ltda., vira caso de estelionato imobiliário e disputa societária que afeta mais de 180 compradores. Nova gestão demoliu estruturas, mudou o nome para Essenza Spa & Club e gerou dezenas de reclamações. O grupo Group C.D.L Empreendimentos Ltda. intenta solução jurídica diante da crise, com reuniões públicas em 2026.
Palavras-chave: Texas Prime, Essenza Spa & Club, Teixeira de Freitas, Progresso Loteamentos, Group CDL, estelionato imobiliário
Teixeira de Freitas, Bahia — O projeto de condomínio horizontal Texas Prime, promovido pela Progresso Loteamentos e Incorporações Ltda., prometia luxo e retorno para mais de 180 compradores locais, entre empresários, médicos, servidores públicos e trabalhadores autônomos. No entanto, o empreendimento não saiu do papel e acabou cercado por tapumes, com a demolição da guarita de entrada — que era parte central das peças de venda — e a mudança de denominação para “Essenza Spa & Club” sem aviso aos compradores.

Crédito: Liberdade News (liberdadenews.com.br)

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A crise ganhou contorno quando a Group C.D.L Empreendimentos Ltda., representada por Carolin Denise Luciano, assumiu 70% das cotas da sócia-fundadora original, Rodrigo Kruschewsky. A partir dessa mudança, o que parecia ser uma injeção de capital para alavancar as obras se transformou em uma disputa societária interna, com disputas judiciais entre os gestores.
Enquanto investidores continuavam pagando parcelas, as ações no local passaram a ser rápidas e controversas: a guarita de entrada, símbolo das campanhas de venda, foi derrubada; o terreno foi cercado por tapumes; e uma nova nomenclatura para o empreendimento foi anunciada nas redes sociais sem aviso aos compradores.
Relatos em plataformas de defesa do consumidor, como o Reclame Aqui, indicam queda acentuada na reputação das empresas associadas ao grupo. Foram registradas falhas na prestação de contas, atrasos na entrega de investimentos imobiliários e denúncias sobre condutas de representantes legais ligadas a empreendimentos do mesmo ecossistema financeiro. Compradores afirmam que não veem obras concluídas, recebem mensagens conflitantes e enfrentam cobranças por canais paralelos.
Em fevereiro de 2026, uma reunião pública com o grupo de adquirentes sinalizou que a crise interna passou a ganhar força, gerando dúvidas sobre a legitimidade de recebimentos e sobre o destino de recursos investidos no projeto.
Fonte: Liberdade News, parceiro do PrimeiroJornal.
Teixeira de Freitas, BA – 44 compradores de um loteamento abandonado acionaram o Judiciário, após indícios de desvio de recursos na casa dos milhões. A ação, nº 8008000-69.2025.8.05.0256, tramita na 2ª Vara dos Feitos de Relações de Consumo, Cíveis e Comerciais da cidade, e a juíza Lívia de Oliveira Figueiredo concedeu liminar em favor dos consumidores, autorizando o depósito das parcelas vencidas e vincendas em uma conta vinculada ao processo para proteger famílias de negativação ou rescisão contratual enquanto se apura a destinação dos recursos.
Decisão Judicial: Em meio ao que tem sido descrito como insegurança jurídica, a magistrada determinou que os valores possam ser depositados na referida conta, evitando que as famílias sejam negativadas ou percam contratos por inadimplência aparente, até que haja apuração sobre a legitimidade societária e a destinação dos recursos. Os compradores contam com a atuação do advogado Stefano Pelletti (OAB/BA 32.332).
A Justiça também manteve o depósito como forma de salvaguarda ao patrimônio dos compradores, bloqueando repasses diretos às empresas até haver verificação completa dos atos societários e das destinações de recursos envolvidos no empreendimento.
Apelo às autoridades de fiscalização: Com o canteiro de obras abandonado e o lema Transparência – Respeito – Cumprimento do Contrato – Justiça, os lesados pedem uma atuação imediata dos órgãos públicos: Prefeitura Municipal de Teixeira de Freitas e Cartório de Imóveis para auditar a regularidade registral, urbanística e os alvarás do loteamento; CREA-BA para vistoriar a qualidade técnica do projeto; Ministério Público da Bahia (MP-BA) e Procon para apurar crimes contra a economia popular e direitos difusos do consumidor, além de responsabilizar civil e criminalmente os envolvidos.
A mobilização das 180 famílias envolvidas continua, com promessas de transparência e esclarecimentos por parte dos responsáveis, enquanto aguardam apuração e reparação dos prejuízos na cidade.
Por: Edvaldo Alves/LiberdadeNews

Crédito: LiberdadeNews

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