Resumo: Banco Central aponta recorde diário do Pix: 319.073.816 transações e R$ 186,8 bilhões movimentados em sexta-feira (4). Média por transação chega a R$ 587,58. No 2º trimestre de 2026, 22,93 bilhões de operações totalizaram R$ 10,499 trilhões. O tema envolve tensões com os EUA, com Lula dizendo que discutirá o Pix com Trump na ONU.
Brasil – O Banco Central divulgou que, na última sexta-feira (4), o Pix atingiu recorde diário, com 319.073.816 operações liquidadas e movimentação de R$ 186,8 bilhões.
O recorde anterior foi registrado em 5 de dezembro do ano passado, com 313.339.828 operações e R$ 179,9 bilhões.
Em dezembro de 2025, as operações que bateram recorde tiveram média de R$ 574,24 por transação. Já em setembro deste ano, a média por transação subiu para R$ 587,58, segundo o BC.
Dados do segundo trimestre de 2026 indicam que o Pix é a principal modalidade de pagamento no Brasil, com 22,93 bilhões de operações entre abril e junho, totalizando R$ 10,499 trilhões.
O cartão de crédito ficou em segundo lugar, com 6,049 bilhões de operações e R$ 815,57 bilhões de movimentação no mesmo período.
Em junho, o Pix também figureou entre as razões citadas pelo governo dos EUA para a aplicação de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, conforme o USTR.
A administração de Donald Trump acusa o Banco Central brasileiro de prejudicar empresas americanas, incluindo as bandeiras de Visa e Mastercard, usando esse argumento para justificar novas tarifas comerciais ao Brasil.
Em evento de campanha neste sábado (5), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que vai se encontrar com Donald Trump na Assembleia Geral da ONU, ainda neste mês de setembro, para explicar como funciona o Pix. “O presidente dos Estados Unidos quer acabar com o Pix, mas eu agora vou para a ONU, vou encontrar com o Trump e vou dizer para ele: ‘Trump, faça um Pix que você vai ver o quanto será bom’”, afirmou Lula.
