Resumo: ACM Neto, vice-presidente do União Brasil e candidato ao governo da Bahia, rebate acusações ligadas a suposto vínculo entre o Banco Master e o governo, após reportagem do UOL. Neto afirma ter sido alvo de vazamento seletivo e disse que vai avaliar medidas jurídicas. A matéria cita ganhos de até 10% em contratos com previdência e empresas públicas, envolvendo Antonio Rueda. Neto negou contato recente com Augusto Lima, intermediário citado.
Salvador, Bahia – O vice-presidente do União Brasil (UB) e pré-candidato ao governo da Bahia, Antônio Carlos Magalhães Neto (ACM Neto), afirmou, nesta quinta-feira (10), que vai avaliar providências jurídicas em resposta à divulgação de uma suposta relação entre o Banco Master, de Daniel Vorcaro, e o seu grupo para viabilizar aportes de recursos públicos em troca de vantagens indevidas, conforme reportagem do UOL.
No âmbito da apuração, a reportagem sinaliza que Neto e o diretor-geral do UB, Antônio Rueda, teriam recebido 10% de valores captados junto a institutos de previdência e empresas públicas dos estados do Rio de Janeiro, Amapá e , após “abrirem as portas” para contratos do Master com esses entes, segundo informações divulgadas pelo UOL.
Sobre providências jurídicas, ACM Neto disse que “vai avaliar” e relatou ter encaminhado a situação ao advogado dele em Salvador para verificar se cabem medidas legais. “Foi uma matéria veiculada hoje pela manhã, então nós vamos avaliar”, afirmou.
Quanto aos vínculos com Augusto Lima, empresário baiano apontado como intermediário das negociações entre o Master e dirigentes do UB e outras figuras públicas, ACM Neto negou contato recente e disse que espera que o empresário não tenha utilizado seu nome em negociações. “Eu não tenho conversado com Augusto Lima e eu espero que não tenha acontecido isso. Agora, não tenho contato já há algum tempo com o empresário Augusto Lima”, declarou.
