MP investiga venda de ingressos acima do limite em setores do Maracanã e aponta possível irregularidade de receitas fora dos borderôs

Publicado por Diógenes Cunha

Resumo: MPRJ investiga Flamengo e Fluminense por possível excedente de ingressos em setores do Maracanã, com indícios de divergências nos borderôs. Estudo aponta desvio potencial de até R$ 1 milhão por mês. Inquérito conduzido pela GADEST/MPRJ apura partidas entre 2025 e 2026, conforme O Globo.

Rio de Janeiro – Uma investigação do MPRJ apura se clubes Flamengo e Fluminense disponibilizaram ingressos acima do limite permitido para setores específicos do Maracanã e se parte das entradas efetivamente comercializadas deixou de aparecer nos borderôs das partidas, conforme informações divulgadas pelo O Globo.

Segundo a reportagem, autoridades trabalham com a hipótese de que bilhetes excedentes comercializados não estejam contabilizados de forma correta nos documentos financeiros dos jogos. A estimativa aponta que a diferença poderia chegar a cerca de R$ 1 milhão por mês. A apuração segue em andamento e não há conclusão sobre irregularidade ou responsabilização até o momento.

O inquérito civil foi instaurado pelo GADEST/MPRJ em 26 de agosto e analisa partidas disputadas entre dezembro de 2025 e agosto de 2026. Flamengo e Fluminense administram o estádio por meio da Fla-Flu Serviços S.A.

O foco da investigação não é apenas o número total de torcedores presentes, mas indícios de que a quantidade de ingressos emitidos para determinados setores tenha ultrapassado a capacidade oficial dessas áreas, o que pode indicar superlotação indevida.

Para esclarecer as divergências, o MPRJ solicitou a relação completa de ingressos emitidos em cada partida, com detalhamento por setor: bilhetes vendidos, cortesias e gratuidades, além do total efetivamente utilizado pelos torcedores nos acessos ao estádio.

Os agentes também buscam entender se há uma justificativa técnica para casos em que o número de entradas disponibilizadas ou de pessoas autorizadas a entrar tenha ficado acima da capacidade prevista para determinado setor.

Além da segurança provocada pela possível superlotação, a apuração passou a acompanhar como os ingressos excedentes aparecem nos borderôs, que reúnem receitas de bilheteria e despesas. A suspeita é de que entradas acima da carga regular não estejam registradas de forma correspondente nesses documentos.

Vale notar que receitas de programas de sócio-torcedor e outras fontes podem ter tratamento diferente no borderô, e a investigação analisa essas questões conforme as explicações já apresentadas sobre a operação.

Resumo – MP investiga a movimentação de ingressos no Maracanã, envolvendo Flamengo, Fluminense e a empresa Fla-Flu Serviços. Ofícios foram enviados a Bepe, Ferj, FutebolCard e Cognitive Ruptix Solution para cruzar registros de geração, venda e passagem de torcedores. A administração do estádio afirma que o documento não reflete toda a movimentação financeira. Lei Geral do Esporte prevê sanções por exceder a capacidade.

O Ministério Público do Rio de Janeiro iniciou uma apuração sobre a movimentação de ingressos no Maracanã, envolvendo os clubes Flamengo, Fluminense e a empresa Fla-Flu Serviços. Em seguida, o MP encaminhou ofícios ao Bepe (Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios), à Ferj e às empresas FutebolCard e Cognitive Ruptix Solution, responsáveis por etapas da comercialização e logística dos ingressos. O objetivo é cruzar registros entre geradores, compradores e acessos para compreender geração, venda e entrada de torcedores.

A administração do Maracanã ressaltou que o documento analisado não representa integralmente a movimentação financeira existente em uma partida, trazendo cautela sobre a interpretação de dados apresentados em análises oficiais.

Segundo o Ministério Público, o objetivo da apuração é cruzar os registros de diferentes agentes para quantificar quantos bilhetes foram gerados, quantos foram comercializados e quantos torcedores efetivamente ingressaram pelos acessos, contribuindo para maior transparência no processo de venda e controle do público.

Lei Geral do Esporte estabelece que arenas com mais de 20 mil lugares devem possuir sistemas eletrônicos capazes de monitorar o público e a movimentação financeira das partidas. A legislação também prevê sanções caso haja venda de ingressos acima da capacidade da arena ou ultrapasse o limite autorizado.

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