Resumo: Petrobras anuncia a segunda descoberta de petróleo no poço Morpho, na bacia da Foz do Amazonas, ampliando a fronteira exploratória. A operação ocorre a 2.886 m de profundidade, a 175 km da costa do Amapá. Estudo da EPE aponta até 10 bilhões de boe para a região. Primeiro achado ocorreu em agosto; licenças para perfuração foram concedidas em 2025.
Poço Morpho, na bacia da Foz do Amazonas, teve a segunda descoberta de petróleo anunciada pela Petrobras, em coletiva conduzida pela presidente Magda Chambriard. A avaliação inicial indica potencial exploratório relevante para o Brasil, com o objetivo de consolidar a fronteira de atuação da estatal na região.
O poço identificado como 1-BRSA-1405-APS está situado em águas ultraprofundas, com lâmina d’água de 2.886 metros, a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá.
“Ainda não podemos garantir, mas tudo indica que estamos realmente abrindo uma nova fronteira exploratória. Existe o otimismo de que essa fronteira ajude a mitigar o déficit de produção no Brasil. Não sabemos se vamos ter uma descoberta com valor comercial, mas tudo indica que sim”, disse Magda.
Estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, estima que o volume potencial recuperável total da Bacia da Foz do Amazonas pode chegar a 10 bilhões de barris de óleo equivalente — soma de petróleo e gás natural.
A Petrobras informou que a primeira descoberta de petróleo no Morpho ocorreu em agosto deste ano.
“Todas as etapas até agora estão confirmando as expectativas e aquecendo a região. A cada nova notícia, aumentamos o valor dessas áreas para a Petrobras. Estamos aquecendo o Amapá, o estado fica mais valioso a cada dia”, afirmou Magda.
Durante a coletiva, a presidente exibiu uma amostra do óleo extraído do Morpho. Questionada sobre a qualidade, Magda o descreveu como “maravilhoso” e de baixa viscosidade. O grau API exato, bem como outros detalhes técnicos, permanecem sob sigilo regulatório.
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Crédito: Rovena Rosa/Agência Brasil
Próximas etapas
A Petrobras obteve autorização para perfurar áreas na Foz do Amazonas em outubro de 2025. A licença foi concedida pelo Ibama, órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.
A conclusão dos testes e manobras no Morpho deve seguir até o final de outubro. Em seguida, a sonda será desmobilizada e encaminhada ao Rio Grande do Norte para perfurar outro prospecto.
Resumo: MPF solicita suspensão da licença ambiental para exploração de petróleo na Foz do Amazonas (bloco FZA-M-59); ação tramita no TRF1; aponta vazamento de mais de 18 mil litros de fluido químico e ausência de consulta prévia a povos indígenas, quilombolas e pescadores de Amapá e Pará, conforme a OIT.
Palavras-chave: Foz do Amazonas, FZA-M-59, MPF, Petrobras, licenças ambientais, vazamento, consulta prévia
Foz do Amazonas – Nesta segunda-feira (28), o Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça a suspensão da licença ambiental concedida à Petrobras para explorar petróleo na bacia da Foz do Amazonas, no bloco marítimo FZA-M-59. A ação, protocolada no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), solicita a paralisação imediata de qualquer atividade de perfuração ou testes no bloco. O MPF aponta como fundamentos o vazamento de mais de 18 mil litros de fluido químico durante a operação de uma sonda em janeiro e a ausência de consulta prévia, livre e informada aos povos indígenas, comunidades quilombolas e pescadores artesanais do Amapá e do Pará, direito protegido pela Convenção 169 da OIT.
Além disso, o planejamento para o Bloco FZA-M-59 prevê uma nova mobilização de sonda no primeiro trimestre de 2027, com a perfuração de três poços de delimitação. O objetivo é avaliar o volume total das jazidas e determinar a viabilidade comercial da exploração na região.
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Crédito: Petrobras/Divulgação
O poço identificado como 1-BRSA-1405-APS fica em águas ultra profundas, a 175 quilômetros da costa do Amapá. Foto: Petrobras/Divulgação
Impactos ambientais
Na segunda-feira (28), o Ministério Público Federal voltou a pedir na Justiça a suspensão da licença ambiental concedida à Petrobras para explorar petróleo na bacia da Foz do Amazonas. A ação, protocolada no TRF1, solicita a paralisação imediata de qualquer atividade de perfuração ou teste no bloco FZA-M-59.
O MPF argumenta que fatos recentes comprovam a insegurança da atividade na região, incluindo o vazamento de mais de 18 mil litros de fluido químico durante a operação de uma sonda em janeiro. Outro ponto central é a ausência de consulta prévia, livre e informada aos povos indígenas e às comunidades quilombolas e de pescadores artesanais do Amapá e do Pará, um direito garantido pela Convenção 169 da OIT.
As informações disponíveis até o momento são as apresentadas pelo MPF e pelo TRF1, sem detalhes sobre respostas da Petrobras no material público. As etapas seguintes dependem do andamento judicial e de novas manifestações das partes envolvidas.
Fonte: Ministério Público Federal (MPF).

