Resumo: PF deflagra operação em Juazeiro do Norte para apurar uso da Câmara Municipal na promoção de imagem de seu presidente; ação envolve MPCE e Justiça Eleitoral; diligências buscam evidências de possível desvio de recursos e paralisação de serviços; desdobramento da Operação Aletheia, iniciada em setembro.
Juazeiro do Norte, Ceará — A Polícia Federal deflagrou, nesta segunda-feira (5/10), uma operação para apurar o possível uso da estrutura da Câmara Municipal de Juazeiro do Norte para favorecer a imagem do presidente da Casa, Felipe Vasques (PSDB), que está licenciado para concorrer como deputado estadual. A ação contou com o apoio do Ministério Público do Ceará (MPCE) e da Justiça Eleitoral, e teve cumprimentos de mandados de busca e apreensão em espaços ligados à Câmara.

Segundo o MPCE, as diligências visam reunir elementos que possam esclarecer o possível uso indevido de recursos e serviços públicos em benefício do político, o que, em tese, configuraria peculato. Os investigadores também apreenderam aparelhos celulares, notebook e documentos.
As equipes da PF e do MPCE também apuram a denúncia de que diversos serviços da Câmara Municipal teriam sido paralisados após a Operação Aletheia, deflagrada pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) que teve Vasques entre os investigados. Conforme informações encaminhadas à Promotoria Eleitoral, servidores comissionados teriam participado de um evento de apoio ao presidente durante o horário de expediente, o que pode ter contribuído para a interrupção de atividades públicas.
Operação Aletheia, deflagrada em 2 de setembro deste ano, investiga suposto esquema de direcionamento de licitações, fraudes em contratações públicas e desvio de recursos em obras e serviços de engenharia firmados com a prefeitura de Juazeiro do Norte. A ação envolveu 15 mandados de busca e apreensão em Juazeiro do Norte e Barbalha, com Vasques entre os alvos, segundo as autoridades.
As investigações continuam em andamento, e as autoridades destacam que os trabalhos visam esclarecer possíveis crimes relacionados a fraude licitatória, contratação pública, peculato e corrupção, orientando as apurações para eventuais responsabilizações conforme o avanço das evidências reunidas.
As informações e desdobramentos foram encaminhados aos setores competentes, e não houve até o momento confirmação de prisões. O PrimeiroJornal acompanha o caso e manterá esta publicação atualizada com novas informações oficiais.
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