Resumo: Bahia — Ministério Público institui força-tarefa para apurar xenofobia após o 1º turno das eleições de 2026. Envolvem Caocrim, Caodh, Nucciber, Promotoria de Direitos Humanos e CSI. Polícia Civil instaurou apuração com acesso restrito. Em vídeo, Rodrigo Constantino lança ataques à Bahia e à população. Governo e polícia reforçam combate à discriminação e atuação técnica.
Bahia – O Ministério Público estadual anunciou, nesta terça-feira, a criação de uma força-tarefa para apurar crimes de xenofobia, inclusive em redes sociais e outras plataformas digitais, após o primeiro turno das eleições de 2026, com a participação de Caocrim, Caodh, Nucciber, Promotoria de Justiça de Direitos Humanos e a Coordenadoria de Segurança Institucional e Inteligência (CSI).
A força-tarefa envolve os Centros de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça Criminais (Caocrim) e de Defesa de Direitos Humanos (Caodh), o Núcleo de Combate aos Ilícitos Cibernéticos (Nucciber), a Promotoria de Justiça de Direitos Humanos e a CSI, conforme anunciado pelo MP baiano.
O anúncio acontece logo em seguida ao primeiro turno das eleições de 2026, realizado no último domingo (4). Na ocasião, o comentarista Rodrigo Constantino publicou um vídeo com ofensas e ataques direcionados ao estado e à população.
“Baianos, com todas as boas exceções, em geral, vocês são uma vergonha para o Brasil”, declarou Constantino, em referência ao eleitorado baiano. Na mesma postagem, ele chamou Salvador de “lixo” e classificou a Bahia como o “câncer do Brasil”.
Nessa terça-feira (6), a Polícia Civil da Bahia instaurou um procedimento para apurar as circunstâncias e eventuais responsabilidades relacionadas à divulgação das declarações de Constantino nas redes sociais.
Em nota, a Polícia Civil afirmou que as diligências seguem com acesso restrito para preservar o andamento das investigações. A instituição reafirmou seu compromisso com o enfrentamento à discriminação e com uma atuação técnica, imparcial e pautada na legalidade.

