Resumo jornalístico: Espanha vive uma crise habitacional que levou as duas maiores centrais sindicais, UGT e CCOO, a convocarem uma greve geral de 24 horas para o dia 11 de novembro, às vésperas das eleições legislativas antecipadas marcadas para 29 de novembro. O movimento nasceu de protestos diários desde 23 de setembro e traz forte componente político.
Madri, Espanha — As duas principais centrais sindicais espanholas, UGT e CCOO, anunciaram uma greve geral de 24 horas para o dia 11 de novembro, em protesto contra a crise de moradia no país e o aumento de despejos.
A mobilização ganhou impulso a partir de ações organizadas pela Confederação de Sindicatos de Inquilinas, que defendem o direito à moradia e mobilizaram milhares de pessoas em protestos diários desde 23 de setembro.
Pepe Álvarez, secretário-geral da UGT, afirmou: “Vamos nos juntar no dia 11, tal como todos estes coletivos têm vindo a definir”, reforçando a convocação conjunta com a CCOO.
A data também foi alinhada com a CCOO, segundo as centrais, para uma paralisação de 24 horas.
Analistas destacam que a greve tem um “claro componente político e eleitoral” e que pode beneficiar a oposição, segundo avaliação de Antonio Garamendi, presidente da Confederação Espanhola de Organizações Empresariais.
O primeiro-ministro Pedro Sánchez afirmou que a greve “afeta muitos trabalhadores e suas famílias” e que o governo, por ser democracia, “respeita esse direito constitucional”.
A última greve geral conjunta entre UGT e CCOO ocorreu em 2012.
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Crédito: Violeta Santos Moura/Reuters

