Resumo jornalístico
- Quatro suspeitos são presos em Casa Nova (BA) e São Raimundo Nonato (PI) por exploração ilegal de jogos de azar, associação criminosa e lavagem de dinheiro, em desdobramentos das operações Felis e Influência Oculta.
- Bloqueio de ativos chega a R$ 84,8 milhões; diligências envolvem cinco mandados de busca e apreensão.
- Investigações apontam uso de influenciadores digitais para promover plataformas de apostas não autorizadas pelo Ministério da Fazenda.
- Itens apreendidos incluem veículo, caminhonetes, quadriciclos e equipamentos, avaliados em aproximadamente R$ 700 mil; equipes de várias delegacias participam.
Palavras-chave: jogos de azar, lavagem de dinheiro, Casa Nova, Bahia, Influência Oculta, Felis
Casa Nova, Bahia – Quatro suspeitos, ainda não identificados, foram presos na quinta-feira (8) sob acusação de exploração ilegal de jogos de azar, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, em desdobramentos das operações Felis e Influência Oculta, com atuação em Casa Nova, no Norte da Bahia, e em São Raimundo Nonato, no Piauí.
Segundo a Polícia Civil, os suspeitos são dois homens, de 31 e 22 anos, e duas mulheres, de 25 e 28, encontrados na mesma residência, no Centro de Casa Nova. Também foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão.
Crédito: Divulgação / Polícia Civil
Montante bloqueado – Por determinação da Justiça, foram bloqueados e sequestrados valores que chegam a R$ 84,8 milhões, montante considerado atípico com base em relatórios de inteligência.
Crédito: Divulgação / Polícia Civil
Aportes materiais – Durante a operação, a polícia apreendeu um carro, duas caminhonetes, dois quadriciclos, reboques, uma estrutura de som automotivo, quatro geradores, seis celulares e uma pistola calibre .40, além de munições e carregadores. Os veículos foram avaliados em torno de R$ 700 mil.
Aumento patrimonial – Ainda conforme a polícia, as investigações tiveram início após a delegacia de Casa Nova identificar um aumento patrimonial incompatível com as atividades declaradas por influenciadores digitais do município.
Segundo a corporação, os investigados exibiam nas redes sociais viagens internacionais, imóveis e veículos de alto padrão e utilizavam a influência digital para divulgar plataformas de apostas consideradas ilegais. Além disso, os sites não estariam autorizados pelo Ministério da Fazenda e utilizavam endereços fora do domínio legal “.bet.br”.
Os suspeitos também são acusados de divulgar ganhos elevados e prometer enriquecimento rápido para atrair apostadores. A operação envolveu equipes das delegacias de Casa Nova e Juazeiro, da 7ª Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes de Juazeiro e do Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação (Gatti/Norte).

