O presidente Lula nomeou Rui Costa (PT), Camilo Santana (PT) e Rafael Fonteles (PT) para cargos-chave na campanha de segundo turno. Ações incluem ajustes na equipe de comunicação e tensão com atrasos na distribuição de materiais, além de interferência da primeira-dama, Janja. Aliados sugerem maior influência de Camilo Santana e do vice?presidente Geraldo Alckmin. Lula classificou a fase como menos organizada desde 1989.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou ajustes na condução da campanha de segundo turno à Presidência, designando Rui Costa (PT), Camilo Santana (PT) e Rafael Fonteles (PT) para cargos?chave na coordenação. Rui Costa é ex?governador da Bahia; Camilo Santana é ex?governador do Ceará e senador; Fonteles é o governador reeleito do Piauí. A medida reforça o eixo petista na gestão da campanha.
A reta final da disputa expôs tensões na equipe de comunicação da campanha, com relatos de atrasos na distribuição de materiais aos estados e de uma menor agressividade nos conteúdos contra Flávio no início da campanha. A interferência da primeira?dama, Janja, nas decisões também foi citada por aliados como ponto de atrito.
Ao longo dos últimos dias, parte do entorno de Lula já sugeria que nomes como Camilo Santana e o vice?presidente Geraldo Alckmin tivessem maior influência na campanha, segundo relatos de membros próximos ao núcleo político do presidente. A expectativa é que esses nomes passem a amanhã moldar estratégias e decisões com mais intensidade.
Na última quarta?feira (7), Lula já havia declarado, em fala para a militância com a presença do atual coordenador de campanha, Edinho Silva, que aquela foi a campanha “menos organizada” de suas disputas presidenciais. “Eu acho que nós fizemos uma campanha aquém da minha possibilidade. Acho que a gente poderia ter feito mais. Eu disse para o Edinho que essa foi a campanha menos organizada que eu participei desde 1989. E normalmente a gente colhe aquilo que a gente planta”, afirmou o presidente.

