Meta afirma que problemas técnicos reduziram o alcance de Lula nas redes

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo

Sidônio Palmeira comenta mudanças da Meta; Meta propõe nova política de moderação com fim da checagem de fatos e flexibilização de temas sensíveis; governo brasileiro defende soberania digital e potencial adoção de medidas próprias; posse de Palmeira como ministro da Secom prevista para a próxima terça, em 14.

Palavras-chave: Meta, Secom, Sidônio Palmeira, Palácio do Planalto, regulação digital, democracia, Agência Brasil.

Palácio do Planalto, Brasília — O publicitário Sidônio Palmeira, indicado para chefiar a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), comentou nesta quarta-feira (8) as mudanças anunciadas pela Meta, empresa que controla o Facebook, Instagram e WhatsApp, segundo informações da Agência Brasil, parceira do PrimeiroJornal. Entre as alterações, a agência aponta uma nova política de moderação que prevê o fim da checagem de fatos, a supressão de restrições para temas como migração e gênero e a promoção de “conteúdo cívico” com viés político-ideológico.

“Isso é ruim pra democracia. Por quê? Porque você não faz o controle da proliferação do ódio, da desinformação, da fake news. Esse que é o problema. E a gente precisa ter um controle. É preciso ter uma regulamentação das redes sociais. Isso tem que estar acontecendo na Europa, nos países daqui. Por que que nos Estados Unidos, muitas vezes, botam pra fora lá o TikTok e não querem? Por que que a China barra isso? E por que que a gente fica exposto a tudo isso? Essa é a pergunta”, afirmou o publicitário a jornalistas, no Palácio do Planalto, nesta quarta-feira (8) após participar do ato político em defesa da democracia e em memória dos atos golpistas de 8 de janeiro.

Embora as novas regras da Meta, por ora, tenham validade apenas nos Estados Unidos, Palmeira disse que cabe aos países, de forma soberana, estabelecerem uma legislação que abranja o funcionamento do setor, sem detalhar. “Agora, a decisão da Meta é uma decisão de uma empresa. O governo brasileiro e a justiça brasileira podem adotar outros critérios. Claro, a gente tem um país autônomo, independente, que vai tomar as medidas necessárias”, afirmou.

Na terça-feira (7), o secretário de Políticas Digitais da Secom, João Brant, já havia criticado o anúncio da Meta. Ele afirmou que a empresa sinaliza, de forma explícita, que não reconhece a soberania dos países sobre o ambiente digital, prenunciando ações que poderão ser adotadas pelo governo do presidente Donald Trump, caso retome a cadeira na próxima posse.

Novo ministro
Sidônio Palmeira foi anunciado ontem (7) como novo ministro, no lugar de Paulo Pimenta, e deve ser empossado na próxima terça-feira (14). Em conversa com jornalistas, ele revelou que o presidente Lula, na metade do mandato, espera que a Secom comunique com eficácia as ações do governo à população pelos próximos dois anos. “O governo tem muita coisa e a sensação que tenho é a seguinte: a expectativa do governo é maior do que o governo, e o governo é maior do que a percepção popular. O ideal, no governo, é que os três pontos estejam alinhados. E aí, como fazer isso? Aí tem a questão de comunicação, tem a questão de gestão e tem a questão de política”, afirmou.

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