Resumo: ACM Neto integra a campanha de Bolsonaro na Bahia, apontando reforço da oposição no estado. No 1º turno, Flávio Bolsonaro teve leve ganho de votos na Bahia em relação ao pai. PT busca ampliar a vantagem de Lula para sustentar o resultado nacional. A Bahia permanece estratégica para o desfecho da eleição.
Palavras-chave: Bahia, ACM Neto, Flávio Bolsonaro, Lula, 2º turno, Salvador, João Roma, Angelo Coronel, Rui Costa, campanha eleitoral.
Em Salvador, a adesão de ACM Neto à campanha de Jair Bolsonaro aponta para um papel cada vez mais central da base de direita na reta final da eleição. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro registrou uma leve elevação de votos na Bahia, comparação feita com o desempenho de Jair Bolsonaro há quatro anos, em um estado historicamente favorável ao lulismo.
Mesmo sem um palanque formal de segundo turno, o candidato do PL planeja promover um ato na capital para reunir opositores ao PT, ampliando a presença de lideranças que contribuíram para votos de deputados federais e estaduais, mesmo sem a participação direta de Flávio.
Até o momento, os nomes com projeção pública de apoio a Bolsonaro no estado já incluíam João Roma (PL) e Angelo Coronel (Republicanos); a entrada de ACM Neto introduz um peso adicional na articulação com a bancada e amplia o espectro de coalizão em favor do candidato.
Do lado petista, o desafio é manter Lula com votos estáveis e tentar ampliar a margem já observada no 1º turno. Rui Costa, eleito senador, chegou a prometer uma frente de 5 milhões de votos para Lula; porém, a diferença de cerca de 3,2 milhões a favor de Flávio na Bahia evidencia o obstáculo de reverter o quadro, ainda em meio ao histórico lulista no estado.
Historicamente, a Bahia tem sido decisiva em eleições nacionais: no primeiro turno, o lulismo venceu pela sexta vez consecutiva na Bahia, assegurando dois senadores e uma bancada expressiva na Câmara e na Assembleia. Lula designou Rui Costa, Jaques Wagner e Jerônimo Rodrigues como coordenadores de atividades da campanha no estado, fortalecendo a estratégia local.
O papel da Bahia na disputa presidencial continua central. A possibilidade de ampliar votos ou de frear perdas pode influenciar o cenário nacional, e ambas as partes reconhecem a importância de mobilizar o eleitorado baiano para definir o próximo presidente do Brasil.

