Resumo: Em fevereiro de 2025, mensagens apreendidas do celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, indicam uma festa no triplex do empresário com a participação de um ministro e cinco mulheres.
Contexto financeiro/cronologia: Uma organizadora cobrou R$ 10 mil e afirmou que uma convidada ficou com Kassio Nunes Marques, conforme coluna de Daniela Lima (UOL).
Investigação: PF e ministros do STF teriam interpretado o diálogo como referência ao ministro Kassio Nunes Marques, ainda que não haja menção direta ao magistrado.
Participação do empresário: Vorcaro não esteve presente; a festa foi acompanhada à distância por meio de mensagens entre funcionários, com a organização envolvendo chef e recolhimento de celulares.
O que aconteceu, onde ocorreu e quem esteve envolvido: Segundo as mensagens obtidas pela investigação, em fevereiro de 2025 houve uma festa no triplex de Daniel Vorcaro, então proprietário do Banco Master, com a presença de um ministro e de cinco meninas. O relato descreve um funcionário identificado como Michael relatando ter emprestado um quarto ao ministro, ao lado da residência, para uso durante o evento.
Autorização e presença remota: Nas mensagens, Michael afirma ter ligado para solicitar autorização, mas o interlocutor não teria visto o pedido. O acompanhamento da festa foi feito remotamente, via troca de mensagens com os demais funcionários.
Detalhes da conversa: Aproximadamente duas horas depois, a conversa voltou a citar o magistrado: “Ministro tá sem pressa nenhuma de ir embora, acabou de falar que está renovando para começar tudo novamente”, conforme registro nas mensagens.
Organização do evento: Além do espaço e do quarto, as mensagens descrevem a contratação de um chef de cozinha, a convocação de mulheres para o evento e instruções para recolherem os celulares das convidadas. A nota de que Vorcaro não estava presente reforça que a participação ocorreu por meio de comunicação entre funcionários e via videotelefones.
Contexto jornalístico: Conforme reportado pela colunista Daniela Lima, do UOL, a Polícia Federal e integrantes do Supremo Tribunal Federal analisam o diálogo como referência ao ministro Kassio Nunes Marques, ainda que não haja menção direta ao magistrado na descrição da festa.

