Resumo: FMI revisa para baixo as perspectivas de crescimento da América Latina e do Caribe, projetando 2,3% neste ano. O relatório Perspectiva Econômica Global, divulgado em Bangcoc, aponta efeitos do choque energético e da IA; Argentina, Brasil, México, Chile, Bolívia e Venezuela aparecem entre as economias impactadas. Riscos permanecem negativos para emergentes.
Palavras-chave: FMI, Perspectiva Econômica Global, América Latina, crescimento, energia, IA
Crédito: Agência Brasil
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Bangcoc – O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou, em Bangcoc, o Perspectiva Econômica Global e revisou para baixo as projeções de crescimento da América Latina e do Caribe para este ano e o próximo. O relatório aponta crescimento regional de 2,3% neste ano, ante 2,5% para 2025 e 2,4% para 2026, com a projeção para 2027 recuando para 2,5%.
Atenção aos choques de energia – Segundo o FMI, a inflação global é pressionada pela alta de energia causada pela guerra no Oriente Médio. O Brent está em torno de 45% acima dos níveis pré-guerra, elevando custos de combustível e pesando sobre famílias, empresas e sobre a percepção de condições de financiamento internacionais.
Panorama regional – O FMI afirma que, na América Latina, os ganhos dos exportadores de commodities podem compensar as perdas de importadores de energia, mas há pouca contribuição da recuperação do setor de tecnologia para impulsionar a atividade na maioria dos países.
Economias latino-americanas em foco – Entre as três que o FMI cita separadamente na atualização de julho, a Argentina vê a expansão desacelerar para 2,1% neste ano (em comparação com 4,5% em 2025; 2027 em 3,5%), e o México recebe impulso de exportações e IA, elevando a previsão para 1,5% em 2026, embora reduza para 1,8% em 2027. O Brasil cai para 2,2% neste ano e 1,9% em 2027, diante de condições monetárias restritivas, retirada de estímulos fiscais e incerteza global. O Chile deve crescer 0,6% neste ano; a Bolívia deve registrar queda de 3%, e a inflação na Venezuela pode acelerar para 467,9%.
Riscos – O FMI alerta que os riscos continuam inclinados ao lado negativo, com turbulências nos mercados podendo elevar o custo da dívida pública, pressionar moedas e restringir condições financeiras em economias emergentes.
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