Resumo: F1 confirma GP em Ruanda a partir de 2030, em um circuito permanente em Bugesera, próximo a Kigali. A negociação prevê um acordo de dez anos e o retorno dos motores V8 em 2030, com impactos no calendário e em turismo e infraestrutura. Destaques incluem as estratégias de McLaren, Ferrari, Mercedes e Red Bull para o restante da temporada.
Ruanda foi anunciada como sede de um GP de Fórmula 1 a partir de 2030, em um novo circuito permanente em Bugesera, a cerca de 40 km ao sul de Kigali. O acordo de dez anos visa retornar a prova ao continente africano pela primeira vez desde 1993. O projeto, que atenderá aos padrões FIA Grau 1, integra turismo, infraestrutura e desenvolvimento econômico, consolidando Ruanda como parte do calendário mundial de 24 corridas.
No âmbito técnico, Mohammed Ben Sulayem afirmou que os motores V8 retornarão em 2030, com promessas de redução de custos e de peso. Segundo o presidente da FIA, o novo conceito deve cortar pelo menos 50% dos gastos com pesquisa, desenvolvimento e produção, além de resgatar um som mais atraente para os fãs.
McLaren também foi pauta, após o episódio envolvendo Lando Norris e Oscar Piastri na Sprint de Singapura. Zak Brown disse ter ocorrido uma ordem direta para evitar a repetição de situações, enquanto Andrea Stella ressaltou que disputas internas não podem prejudicar os interesses da equipe. Norris reconheceu que não deveria ter feito a ultrapassagem que resultou no contato.

No front de Ferrari e Mercedes, Charles Leclerc cobrou rapidez na evolução do SF-26, afirmando que adiantar atualizações pode ser decisivo para recuperar terreno. Na Mercedes, Kimi Antonelli viu potencial no pacote mais recente, mas admitiu que a janela de funcionamento continua estreita; Toto Wolff comentou que testes com especificações distintas em Singapura ajudaram a entender melhor as novidades da equipe.
Max Verstappen já virou a chave para Austin, ressaltando que não se coloca como favorito para o GP dos EUA mesmo após duas vitórias recentes, destacando dificuldades físicas do Circuito das Américas. Fora das pistas, a Red Bull avança na transição de Gianpiero Lambiase, com Tom Hart assumindo funções de engenheiro de corrida de Verstappen em etapas finais da temporada.
A chegada de Ruanda ao circuito global aumenta a pressão sobre o calendário da Fórmula 1, que já opera com 24 provas, alimentando debates sobre o futuro de etapas existentes e o equilíbrio entre novos mercados e o núcleo tradicional do esporte.
Crédito: XPB Images

