Roberta Luchsinger rebate Lula em entrevista exclusiva à CNN Brasil, neste sábado (17).
Ela, investigada pela PF por suposto tráfico de influência, afirma que o presidente sabia de reuniões do filho com ministros na casa dele.
A empresária diz que Lula a chamou de pilantra e, embora tenha defendido o presidente em 2018, não acredita mais em sua inocência.
Luchsinger também revela receber mais de 50 ameaças de morte diárias e relata constrangimento público para suas filhas desde o início das exposições.
A empresária e lobista Roberta Luchsinger rebateu as declarações do presidente Lula, que a chamou de “pilantra”, em entrevista exclusiva à CNN Brasil neste sábado (17). Ela afirma estar sob investigação da Polícia Federal por suposto tráfico de influência e sustenta que Lula tinha conhecimento de reuniões do filho, Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), com ministros em sua residência.
“Ele mente o tempo inteiro. […] Se eu sou pilantra e toda essa turma andava e frequentava a minha casa, eles são pilantras como eu”, disse a empresária durante a entrevista.
Ela também ressaltou que foi uma das apoiadoras do presidente, defendendo publicamente Lula durante o período em que ele esteve preso, em 2018, mas afirmou não acreditar mais na inocência do mandatário.
“E isso me dói falar, porque eu já acreditei muito nele, defendi muito ele o tempo inteiro, lutei muito por ele quando ele estava, inclusive, preso. E o que eu recebi em troca? Nem um muito obrigada. Eu recebi em troca ‘pilantra’, ‘mau carácter’, ‘falastrona’…”, desabafou.
A empresária ainda relatou que recebe mais de 50 ameaças de morte diárias e que suas duas filhas vêm sofrendo constrangimentos públicos desde o início das exposições. Questiona, ainda, como foi possível usar a máquina pública para atacá-la, descrevendo o episódio como um ataque de “boi de piranha” em que seria exposta publicamente.

