Meta afirma ao TSE que deu tratamento igual a Lula e Flávio

Escrito por: Diógenes Cunha

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

  • Meta afirma ter aplicado tratamento isonômico entre as campanhas de Lula e Bolsonaro.
  • TSE requisitou manifestação em 24 horas para comprovar neutralidade.
  • A empresa aponta medidas adotadas e uma declaração técnica que, segundo a Meta, comprova a isonomia entre conteúdos e perfis.
  • A Corte já havia determinado neutralidade; Lula acusa viés, e a Meta sustenta impactos operacionais da decisão.

Meta afirmou, em defesa apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que adotou tratamento isonômico para as campanhas de Lula (PT) e Bolsonaro (PL). A manifestação foi enviada após a Corte impor, ontem, um prazo de 24 horas para que a empresa comprovasse que não houve favorecimento entre as candidaturas nas publicações e nos conteúdos veiculados pelas plataformas do grupo. A alegação da Meta concentra-se em demonstrar que as regras foram aplicadas de forma igualitária a ambas as frentes eleitorais.

A documentação apresentada pela empresa detalha as determinações do TSE, as medidas tomadas para corrigir eventuais falhas e uma declaração técnica que, segundo a Meta, comprova a isonomia entre perfis de candidatos e conteúdos de ambas as campanhas. A empresa sustenta que a diretriz do TSE não exige a indicação de perfis de presidenciáveis pelo algoritmo e afirma ter suspenso a restrição aplicada a candidatos eleitos ou àqueles que não chegaram ao segundo turno. Além disso, a Meta descreve, de forma sucinta, como tem monitorado e ajustado as práticas de moderação durante o ciclo eleitoral para evitar desequilíbrios na distribuição de conteúdo.

No âmbito da decisão anterior, o TSE ratificou a decisão do ministro Marco Aurélio Bellizze, que determinou que a Meta não favorecesse nenhum dos concorrentes à Presidência. A medida foi proferida na quinta-feira em resposta a uma ação movida pela campanha de Lula, que acusa a empresa de limitar o alcance de postagens favoráveis ao presidente e de permitir conteúdos gerados por inteligência artificial contra a sua candidatura.

A defesa da empresa argumentou que a exigência de revisão humana prévia poderia alterar drasticamente a operação e atrasar a aprovação de anúncios de todas as campanhas. A Meta também ressaltou que cumprir a decisão do TSE poderia implicar a suspensão de todos os anúncios relacionados a temas sociais, eleições ou política.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

PMs ligados à morte de ex-vereador no Rio são afastados

Resumo: Ex-vereador de Queimados, Jefferson Dias da Silva, 51, é baleado na Avenida Brasil, Rio de Janeiro, na noite de 19/10....

Defensoria Pública da Bahia cria núcleo para assegurar voto no segundo turno

Resumo: Bahia cria o Grupo de Trabalho Eleições 2026 para ampliar...

Solla propõe transparência patrimonial de presidenciáveis

Resumo: O deputado federal Jorge Solla (PT-BA) apresenta o PL 5.594/2026 para ampliar a transparência de candidatos a presidente e vice, com autorização...