Resumo: Em Salvador, o Cineteatro 2 de Julho recebeu o Conselho Técnico do Baiano 2027. O presidente do Vitória, Fábio Mota, criticou os gramados da elite baiana e citou impactos em lesões e na folha salarial. O dirigente comparou a gestão ao Paulistão e destacou a necessidade de padronização. Críticas remontam a janeiro de 2025.
Cineteatro 2 de Julho, no bairro Federação, em Salvador, sediou, na tarde desta quarta-feira (21), o Conselho Técnico do Campeonato Baiano 2027. Participando da reunião, o presidente do Vitória, Fábio Mota, rebateu as condições de gramado que, segundo ele, afetam a elite do futebol baiano.
“O Campeonato Baiano evoluiu muito desde que a TVE chegou. O grande problema da competição são os gramados do Baiano. Nós (Vitória) temos um esforço muito grande para montar uma folha de R$ 9 milhões e não dá para manter essa folha e ter que jogar naquele campo de Juazeiro (Adauto Moraes, do Juazeirense), eu não queria individualizar, mas é um absurdo. Se um jogador se lesiona ali, você perde ele por seis ou sete meses”, declarou.
O mandatário rubro-negro também apontou o Paulistão, organizado pela Federação Paulista de Futebol (FPF), como referência de gestão para o estadual. Ele ressaltou o apoio do governo do estado e de empresas privadas na padronização dos gramados e afirmou que se aproximar do modelo paulista pode indicar o caminho para um Baiano melhor, ainda reconhecendo contextos distintos entre os estados.
“O Campeonato Baiano é muito bem conduzido por Ricardo Lima, que é um excelente presidente e mudou a realidade da federação. O grande desafio é criar o que a FPF tem hoje. Sei que são contextos diferentes, mas hoje eles (FPF) assumem os campos e contam com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, apoio de empresas privadas e padronizam os gramados de futebol. No dia em que fazermos isso aqui, acredito que melhoraremos a condição técnica, e, consequentemente, o Baiano. O maior problema hoje são os gramados e as condições do interior do estado”, avaliou.
Não é a primeira vez que Fábio Mota critica os gramados do futebol baiano. Em janeiro de 2025, o dirigente do Leão reclamou do campo do Juazeirense, o Adauto Moraes, após a partida do Rubro-Negro contra o Cancão de Fogo, pelo Baiano. Dias depois, o Roberto Carlos, presidente da Juazeirense, respondeu que o gramado do Adauto Moraes estava em boas condições.

