Resumo: STF autoriza o general Augusto Heleno a deixar a prisão domiciliar para tratamento por ondas de choque em Brasília; seis sessões entre 28/10 e 2/12, às 9h; health status reconhecido como demência de origem mista desde janeiro do ano anterior; Heleno cumpre pena de 21 anos por participação em trama golpista.

Brasília – O ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou o general Augusto Heleno a deixar a prisão domiciliar para realizar tratamento por ondas de choque focais em Brasília. A decisão foi assinada nesta segunda-feira (26/10) e permite que o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional compareça a um instituto na Asa Norte, na capital federal.
As sessões estão marcadas para 28 de outubro, 4, 11, 18 e 25 de novembro e 2 de dezembro, sempre às 9h. A defesa apresentou os comprovantes dos agendamentos, que estão sob sigilo.
Nesse sentido, se tratando de saúde do apenado, devidamente comprovada nos autos, não há qualquer óbice ao deferimento, escreveu Moraes.
Heleno permanece fora de casa apenas pelo tempo necessário para o deslocamento, a realização dos procedimentos e o retorno à residência.
Condenado a 21 anos de prisão pela participação na trama golpista, o general cumpre prisão domiciliar humanitária desde dezembro de 2025.
Diagnóstico – Heleno tem diagnóstico de demência de origem mista desde janeiro do ano passado. Na audiência realizada após a prisão, em novembro do ano anterior, o general afirmou ter recebido o diagnóstico em 2018. A defesa, porém, corrigiu a informação posteriormente. Segundo os advogados, Heleno ainda não havia sido diagnosticado com a doença quando comandou o GSI, entre 2019 e 2022.

