GP dos EUA em Austin redefine a reta final da F1, com Antonelli a dois pontos do título. Mercedes pode selar o Mundial de Construtores já neste momento, enquanto Red Bull, McLaren e Ferrari chegam com questões de desempenho, confiabilidade e estratégia. Foco já volta para México, onde tudo pode ficar decidido.
Austin, Texas foi o palco de uma segunda-feira marcada pelos desdobramentos do GP dos Estados Unidos e pela transição rápida do foco para o GP do México. O líder do campeonato, Kimi Antonelli, está a apenas dois pontos de coroar o título mundial, enquanto a Mercedes pode ter pela primeira vez uma chance matemática de vencer o Mundial de Construtores. Red Bull, McLaren e Ferrari chegam a este momento decisivo com perguntas a responder e ajustes a fazer.
Antonelli chega à Cidade do México com 365 pontos, 123 a mais que o segundo colocado, George Russell, que soma 242. Após a nona vitória da temporada, o italiano precisa apenas de dois pontos para confirmar o título, abrindo a possibilidade de fechar a disputa já nas quatro etapas restantes. A Mercedes, líder do Mundial de Construtores com 607 pontos, tem vantagem de 133 pontos sobre a Ferrari (474) e precisa ampliar esse folga para 172 pontos no México, visando o título de forma antecipada.
Na Red Bull, as explicações para o terceiro lugar de Max Verstappen em Austin continuam. O chefe de operações, Laurent Mekies, revelou que o RB22 recolheu detritos por volta da oitava volta e sofreu danos que prejudicaram o equilíbrio do carro e aceleraram a degradação dos pneus. Verstappen também criticou a estratégia de dois stints com pneus macios antes da troca para médios, afirmando que a sequência não havia sido combinada previamente. Além disso, a equipe investiga as falhas de rádio que afetaram tanto o holandês quanto Isack Hadjar durante o fim de semana.
McLaren também teve uma avaliação complexa. Oscar Piastri terminou em sétimo, 20 segundos atrás de Lando Norris, e descreveu as dificuldades para extrair o desempenho do MCL40 como um retrato da temporada: houve picos de rendimento, mas falta consistência para repetí-los. O australiano soma 15 corridas consecutivas sem pódios, o que amplia a pressão sobre a equipe para reverter a tendência.

Crédito: XPB Images
Ferrari manteve o foco em 2027, segundo relatos de Lewis Hamilton, que participa de discussões com engenheiros sobre o chassi e a aerodinâmica do próximo carro e aponta a unidade de potência como área que precisa evoluir. Ao final do GP de Austin, Leclerc ficou em segundo e Hamilton em quarto, demonstrando competitividade, mas ainda aquém da Mercedes.
Bridgestone, por sua vez, mantém rumores sobre um possível retorno à Fórmula 1. Segundo informações obtidas, a fabricante japonesa enviou representantes aos GPs de Singapura e Estados Unidos para apresentar uma proposta mais competitiva que a de 2023. Caso avance, a mudança de fornecedora poderia ocorrer apenas a partir de 2029.
Encerrando a passagem por Austin, Kimi Antonelli fica ainda mais perto do título, e o foco se volta para o GP da Cidade do México. A Mercedes pode transformar uma temporada dominante em duas conquistas antecipadas, enquanto as rivais chegam ao próximo round com a necessidade de entender e resolver os problemas evidenciados neste fim de semana nos EUA.

