Resumo
Governo federal registra 10 homicídios (3 indígenas) e 45 casos de violência motivada pela política desde sábado (24). Intensificação ocorreu após as eleições; PF fica com crimes federais, estados com os demais. Medidas incluem acionamento de corregedorias e possível afastamento de policiais.
Estados com mais registros: Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina. Incidentes vão de atropelamentos a violência policial contra povos indígenas.
Palavras-chave: violência política; homicídios; povos indígenas; PF; corregedorias; eleições 2024.
Ministério da Justiça, Brasília — Durante uma coletiva nesta quarta-feira (28), o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, informou que o governo federal contabiliza 10 homicídios (3 indígenas) e 45 casos de violência motivada pela política desde o sábado (24).
A intensificação dos episódios, segundo o ministro, ocorreu no domingo (25), após o resultado das eleições presidenciais que reelegeu Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em oposição a Jair Bolsonaro (PL). Ele destacou que os estados com maior número de registros foram Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina, nessa ordem.
Entre as ocorrências, estão atropelamentos intencionais, agressões físicas, espancamentos, esfaqueamentos, disparos e atentados com armas de fogo, além de casos de violência, coação contra povos indígenas, abuso de autoridade e violência policial.
A maior parte das ações foi registrada entre a noite de domingo (25) e a segunda-feira (26). A explicação, conforme Boulos, aponta para a reação à eleição como motivação central.
O governo afirmou que acompanhará as apurações e cobrará responsabilização dos envolvidos. As frentes de atuação ficaram definidas da seguinte forma: a Polícia Federal ficará responsável pelos crimes de competência federal, enquanto os crimes comuns ficarão sob a alçada das autoridades estaduais. Nos casos com suspeita de violência policial, o Ministério da Justiça acionará as corregedorias das polícias estaduais, acompanhará as investigações administrativas e poderá solicitar o afastamento dos policiais envolvidos.
