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Itamaraty convoca representante argentino por suposta cooperação na fuga de Flávio Bolsonaro

Itamaraty convoca representante argentino por suposta cooperação na fuga de Flávio Bolsonaro
Itamaraty convoca representante argentino por suposta cooperação na fuga de Flávio Bolsonaro

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Resumo: Itamaraty convoca a encarregada de negócios da Argentina, María Emilia Cortés, para esclarecer participação do governo de Javier Milei na saída do senador Flávio Bolsonaro do território argentino. Bolsonaro partiu para os EUA; informações apontam envolvimento de Caputo em Puerto Iguazú. Fontes: UOL e Folha.

Brasília – O Ministério das Relações Exteriores convocou a encarregada de negócios da Argentina, María Emilia Cortés para esclarecer a suposta participação do governo de Javier Milei na saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do território argentino. A audiência ocorreu nesta quinta-feira (29).

Bolsonaro deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos na madrugada de quarta-feira (28), após ter sido derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. Dois dias antes, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou o cancelamento de seus passaportes.

Segundo informações da imprensa argentina, Santiago Caputo, estrategista político e aliado de Milei, esteve em Puerto Iguazú para orientar o senador durante a viagem. Relatos também indicam que o deslocamento contou com o apoio de uma caminhonete com placa diplomática.

A convocação da diplomata foi revelada pelo UOL e confirmada pelo Itamaraty à Folha de S.Paulo. O embaixador brasileiro na Argentina, João Marcelo Galvão de Queiroz, solicitou informações sobre a passagem de Flávio pelo país vizinho.

O episódio também provocou repercussão na Argentina. Jornais locais passaram a divulgar diferentes versões sobre a viagem, incluindo a possível presença de um jatinho à espera de Bolsonaro em Puerto Iguazú. O governo argentino negou a presença do senador e evitou comentar detalhes da viagem.

A oposição no país avançou com pedidos de explicação, convocações de ministros e até denúncias contra o presidente Milei, o chanceler Pablo Quirno, a ministra da Segurança, Alejandra Monteoliva, e o estrategista Santiago Caputo.

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