Vídeos revelam elevação da classificação de desenho bíblico para 12 anos
RESUMO: MINISTÉRIO DA JUSTIÇA reclassificou Record Kids – Desenhos Bíblicos de 12+ para Livre, após avaliação que considerou contexto cultural e atenuantes para violência, mantendo a produção de 36 episódios baseada em passagens bíblicas.
O Ministério da Justiça reclassificou o programa Record Kids – Desenhos Bíblicos de 12+ para Livre nesta terça-feira (3/11), após revisão realizada pela Coordenação-Geral de Política de Classificação Indicativa. A medida ocorreu após a constatação de que a classificação inicial, atribuída em 28 de outubro, não havia seguido integralmente os critérios oficiais.

Os vídeos analisados apresentam passagens bíblicas com cenas de apededrejamento, chicoteamento e tortura, incluindo um trecho em que um cristão é chicoteado e preso, outro em que é morto por apedrejamento, e uma cena de Jesus sendo torturado por soldados romanos.
A classificação de 12+ havia sido atribuída em 28 de outubro pela Coordenação-Geral de Política de Classificação Indicativa. A revisão foi efetuada por decisão da Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), vinculada ao Ministério da Justiça.
Ao revisar, a Sedigi reconheceu que a análise inicial não aplicou integralmente os critérios do Guia Prático de Classificação Indicativa, publicado em 2025. Entre os pontos considerados estão o contexto cultural e religioso das narrativas bíblicas e os atenuantes para conteúdos relacionados a rituais, tradições e costumes de comunidades específicas.
A obra é uma animação direcionada ao público infantil. O guia aponta atenuantes para produções com estética infantilizada e violência fantasiosa em obras voltadas a crianças e adolescentes.
A produção reúne 36 episódios de animação sobre passagens do Antigo e Novo Testamento. A decisão será publicada no Diário Oficial da União, com comunicação formal à Record.
A secretaria ressalta que a classificação indicativa não tem caráter de censura. O objetivo é informar às famílias sobre o conteúdo para que os responsáveis decidam o que as crianças podem assistir.
A pasta também enfatizou que a transmissão de narrativas bíblicas para crianças por meio de animação constitui uma forma de expressão cultural protegida pela Constituição. Segundo a Sedigi, a classificação indicativa deve tratar as tradições religiosas com o mesmo parâmetro que outras manifestações culturais.





