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Queda de Trump pode reduzir a atuação dos EUA na América Latina

Queda de Trump pode reduzir a atuação dos EUA na América Latina
Queda de Trump pode reduzir a atuação dos EUA na América Latina

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RESUMO: Derrota de Trump nas eleições dos EUA pode frear intervenções na América Latina, abrir espaço para negociação com o Brasil sobre tarifas e ampliar controles do Congresso sobre a política externa. Análises indicam revisão de prioridades de Washington no cenário regional.

A derrota eleitoral de Trump nas eleições de 2026 derrubou a maioria republicana na Câmara e no Senado, sinalizando um recuo da linha externa de Washington na América Latina e abrindo espaço para negociações com o Brasil sobre tarifas e acordos comerciais.

ebc

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A política externa de Trump, que defendia a projeção de poder na região e a contenção da China, tende a enfrentar limites com a nova composição do Congresso, segundo analistas.

Ação externa e o Escudo das Américas

Entre as medidas citadas, o Escudo das Américas é visto por especialistas como instrumento de intervenção norte-americana disfarçado de combate ao narcotráfico.

Na Bolívia, o Escudo das Américas foi usado para deter o procurador-geral Roger Mariaca, em meio a investigações que atingiam o operador digital Fernando Cerimedo, ligado ao movimento de Trump, o que alimenta suspeitas sobre motivações políticas no episódio.

“No âmbito da defesa, isso vai ser muito importante. Eu imagino que o Congresso tende a sustar os gastos desse setor. Na América Latina, isso tende a ser percebido, inclusive, dentro do Escudo das Américas, com talvez menos recursos e menos ênfase a essa política. Portanto, pode vir a representar um freio para interromper essas políticas intervencionistas”, avalia.

Tarifas e impactos nas relações Brasil-EUA

Tarifas impostas pelo governo dos EUA contra o Brasil são interpretadas pelo governo brasileiro como intervenção política com objetivo de influenciar as eleições de outubro. Analistas apontam que as negociações futuras poderão depender de um recalibrado clima entre Washington e Brasília.

Juliano Machado Pires, doutor em Ciência Política pela UFSC, afirma que a derrota pode incentivar o governo norte-americano a buscar acordos com o Brasil, incluindo áreas como tarifas, terras raras e data centers.

Segundo o pesquisador, o secretário de Estado Marco Rubio, responsável pela política externa, deverá passar a explicar suas ações ao Congresso, dada a maioria democrata no Legislativo.

Não se pode descartar a possibilidade de o governo americano tentar criar “factoides” no exterior para desviar a atenção de problemas internos, embora o cenário pareça favorecer negociações mais pragmáticas com o Brasil.

Para leitores do PrimeiroJornal no Extremo Sul da Bahia, mudanças na política externa dos EUA podem influenciar o comércio regional, com reflexos sobre acordos envolvendo tarifas, investimentos e a economia local.

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